E-commerce

26 jan, 2011

E-commerce Social no Brasil: a grande aposta

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Fazer do comércio eletrônico uma verdadeira rede social. Esse deve ser
um dos princípios básicos de quem se aventura no e-commerce.
 
A
compra social já existe muito antes de imaginarmos que um dia poderíamos
adquirir produtos e serviços pela internet. As mulheres saem para
comprar em shoppings, acompanhadas de suas amigas, onde, em cada
vitrine, opinam e discutem sobre determinado item, influenciando, mesmo
que indiretamente, a decisão de suas parceiras na hora de comprar. Os
homens, no mundo físico, falam sobre carros, artigos esportivos,
discorrem sobre marca, qualidade e, consciente ou inconscientemente,
fazem parte de uma boa movimentação de vendas de itens como esses, por
exemplo.
 
A internet, aliada à tecnologia, também vem ganhando
recursos, sem sombra de dúvidas, infindáveis, onde o céu é o limite. Mas
as lojas virtuais, principalmente as de pequeno e médio porte ainda não
se deram conta disso. A base principal dos temas discutidos no Shop.Org
deste ano, maior evento de comércio eletrônico que ocorreu em Las
Vegas, foi, nada mais, nada menos que… redes sociais, grandes
responsáveis pela reinvenção da forma de vender. E, nessa carona, é
preciso aproveitar o potencial de nosso país. O brasileiro é o maior
usuário do mundo de redes sociais. É uma das nações que mais passam o
tempo usando a internet.
 
As redes sociais hoje são a tradução do
que acontece no ambiente físico, onde as pessoas interagem e opinam o
tempo todo, ganhando poder influenciador e determinante nos mais
diversos âmbitos para formar novas opiniões em pessoas. A única e vital
diferença é que ela não restringe a “conversa” mais a um grupo de amigos
em comum. Na web, o poder de alcance é infinitamente maior. Usuários
que não se conhecem ficam amigos, por partilharem da mesma opinião ou,
muitas vezes, por até não concordarem entre si e chegarem à conclusão de
que suas opiniões podem ser revertidas e unidas em prol de argumentos
plausíveis em relação a marcas, produtos e serviços.
 
Engana-se
quem pensa que colocar uma marca ou uma empresa à disposição para
comentários na internet pode estar fadado ao fracasso. O comércio
eletrônico de ontem não é o mesmo de hoje e nem terá semelhanças amanhã.
Portanto, a prática da inovação deve ser constante. O conceito de
compra social no mundo físico deve ser migrado imediatamente ao universo
online. Chamo aqui a atenção para as lojas virtuais de pequeno e médio
porte que, embora ainda não tenham a conscientização da importância de
se investir em recursos sociais, vão entender que se não fizerem isso o
mais rápido possível, não chegarão ao almejado índice de conversão real
de vendas.
 
Segundo pesquisa feita pelo Guidance – provedor de
soluções de e-commerce baseado na Califórnia – os consumidores sentem
falta da interatividade social, principalmente agora que a participação
do mercado está mais importante do que nunca. Incluir atividade ou
interatividade social ao portal, como por exemplo, ranking de produtos,
chat ou mural de recados, pode melhorar a imagem do site. 
 
Vamos
além: um estudo da Bazaarvoice comprovou que as taxas de conversão são
mais altas em sites com avaliações e críticas feitas pelos consumidores
(mesmo que sejam medíocres) do que nos que não as apresentam. Esses
dados são internacionais, mas não tardam a chegar no Brasil.
 
É
preciso agir, a concorrência está antenada. Não encare as redes sociais
como um custo. Potencialize a efetividade, insira recursos para
comentários de seus clientes e, claro, ao lado do produto ou do serviço
presente na loja virtual. Atualize os comentários regularmente com uma
periodicidade máxima de dois meses. Não tenha medo de pedir ao
e-consumidor um feedback, seja diretamente na home do portal ou pelas
campanhas de e-mail marketing. Incentive, dê descontos nas próximas
compras, frete grátis, faça ele voltar e falar bem de você. Afinal, são
eles os maiores responsáveis pelo seu crescimento.
 
Termino este
artigo com algo que vi recentemente e… na internet. “Saraiva cria
espaço de compras coletivas no Facebook”. Mais uma vez, um grande player
investindo, de um jeito ou de outro, em redes sociais. Lojas virtuais
PMEs, vamos junto? Chegou a hora de agir.