DevSecOpsARTIGO

Cobertura do 8º FISL

O Evento

Quanto viajei para Porto Alegre com o objetivo de apresentar duas palestras no FISL, não estava muito certo com o que encontraria. Já participei de vários encontros de comunidades de software livre e sempre tinha ouvido falar do FISL (Fórum Internacional de Software Livre), mas não imaginava a dimensão deste evento.

Além de reunir várias comunidades que trabalham com software livre, o evento também contou com um workshop paralelo chamado de WSL (Workshop de Software Livre), que é o braço academio do evento. Neste workshop eu apresentei um trabalho, que faz referência à minha tese de mestrado, chamado “Uma ferramenta de software livre para apoiar a construção colaborativa de diagramas UML”. Além deste trabalho, também apresentei a palestra Construindo cubos OLAP com Software Livre”.

Entrada do FISL, recebendo os participantes.

Sobre o FISL, é difícil descrever com palavras o evento. Vários stands, muitas pessoas discutindo software livre, a arena de programação e gente com notebooks para lá e para cá são apenas alguns dos elementos que formaram a atmosfera do evento. Contando com umas dez salas para palestras, muitas vezes foi difícil decidir qual apresentação assistir. Olhando no programa, pode-se ver que os temas foram muito bem escolhidos, com palestras abordando deste a filosofia de software livre até detalhes específicos de implementação, como, por exemplo, uma palestra que falou sobre a instalação de uma distribuição Linux em um Playstation 3.

As palestras

Durante os três dias do evento tive a oportunidade de assistir a várias palestras. Algumas legais, outras interessantes e algumas imperdíveis. Destaco como a melhor palestra que assisti aquela que relacionou dois temos interessantes: o filme Matrix com software Livre.

Apresentada pelo Alexandre Oliva na manhã do dia 13, esta palestra foi basicamente o seguinte: o autor selecionou vários trechos dos filmes Matrix 1,2 e 3 e inseriu alguns comentários, que ele ia lendo conforme o filme avançava. Desta maneira, além de apresentar um novo ponto de vista ao filme, o palestrante também foi explicando como funcionam as três liberdades do software livre e, de quebra, ainda mostrou a saga de Neo como um programador que utilizava software proprietário e se ‘libertou’ da Matrix a partir do momento que começou a utilizar software livre. Simplesmente imperdível. Para quem gostaria de fazer o download do vídeo, o que é altamente recomendável, basta ir até o site do palestrante: e fazer o download.

Outras palestras que consideraram imperdíveis: a palestra do MadDog, a resposta do Júlio Neves à sua participação no programa do Jô e também a apresentação do Jono falando sobre como ‘Pastorear gatos’, que se refere ao gerenciamento de comunidades de software livre.

Júlio Neves dando seu ponto de vista sobre a entrevista no programa do Jô.

MadDog, como sempre, marcando presença no FISL

As pessoas

Além de várias palestras, quem circulou pelo FISL pode contar com a presença de várias figuras ilustres na comunidade de software livre. Como simpatizo muito com esta iniciativa, eu esperava encontrar algumas pessoas da comunidade. Em particular, gostaria de ano menos bater uma foto do MadDog, da Sulamita e do Júlio Neves.

Eu e a versão inflável do Tux, no stand da revista Linux Magazine.

Eu a lenda: John MadDog.

Para quem não é entende de software livre, são estas pessoas especiais que fazem a mágica se tornar realizado. Por exemplo: o Júlio Neves, também conhecido como o mais velho hacker brasileiro é um verdadeiro mestre. O que ele consegue fazer em um bash de UNIX é assustador, mesmo para pessoas acostumadas a trabalhar com programação há um bom tempo. Além do mais, o carisma e a simplicidade são o que fazem dele um verdadeiro exemplo para muitas pessoas que estão começando a trabalhar com UNIX/Linux. Realmente uma grande pessoa.

Júlio Neves posando para a foto comigo: o mais antigo hacker brasileiro

Além do Júlio e do MadDog, ainda tive a oportunidade de encontrar com outras pessoas ‘famosas’, isto é, conhecidas da comunidade de software livre. Tive a oportunidade de assistir uma palestra do Piter Punk e realmente pude perceber o quão poderoso é o Linux, em especial o Slackware. Esta já era a minha distribuição favorita, mas o que vi apenas fortaleceu as minhas convicções nesta distro.

Piter Punk e eu. Ele fez um sinal com a mão que até agora não entendi o que significa.

Por fim, fiz questão de bater uma foto com a Sulamita Garcia, que é a fundadora do grupo LinuxChix. Além de ser uma pessoa muito simpática, posso dizer com certeza que ela é a melhor programadora/administradora linux que eu conheço. E olha que eu já trabalhei com muita gente que dominava o assunto. Além de sempre acompanhar seu blog, o Toskices randômicas, no endereço: http://sulamita.linuxchix.org.br/ , pude ver que a comunidade de mulheres que trabalham com o software livre está aumentando cada vez mais.

Eu e a Sulamita Garcia: com certeza, a melhor foto que bati no FISL!

A conclusão que cheguei após participar do FISL é que este tipo de evento mostra como a comunidade de trabalha/utiliza software livre está cada vez mais forte. Sem querer menosprezar os outros eventos, o FISL com certeza é uma grande oportunidade não só para encontrar com as pessoas das comunidades, ou mesmo assistir à palestras. É uma oportunidade única que se tem para ver uma versão do futuro, onde o software livre estará cada vez mais entre nós.

Mauro Pichiliani é bacharel em Ciência da Computação, Mestre e doutorando em computação pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Trabalha há mais de 10 anos utilizando diversos bancos de dados e ferramentas de programação. Pode ser contatato no twitter como @pichiliani e no e-mail pichiliani@gmail.com

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