“Na Interação humano-computador e na Ciência da Computação, usabilidade normalmente se refere à simplicidade e facilidade com que uma interface, um programa de computador ou um website pode ser utilizado”. Fonte: Wikipedia.
A
idéia de escrever esse artigo falando sobre a usabilidade veio de uma
pesquisa rotineira sobre o ranqueamento de alguns sites por
palavras-chave no Google. Em uma das pesquisas, encontrei um site que
me surpreendeu ao dominar em sua totalidade os conceitos interativos da
Web 2.0, além de ir ao encontro da tão famosa “usabilidade”. Como sou
difusora maçante dessa nova tendência, fiz questão de destrinchar o
site, comentar no blog da empresa e twittar (“um bom exemplo de usabilidade, encontrabilidade, web 2.0 e mais algum termo que você queira classifica-lo”) ressaltando e parabenizando a iniciativa da empresa. Sem mais rodeio, o site é esse aqui: www.tecnisa.com.br.
Como trata-se de um site destinado a imóveis, a idéia foi elaborada e
arquitetada de forma totalmente inovadora, visto que esse tipo de
interação com o uso de redes sociais é, na maioria, visto em sites de
tecnologia ou agências de comunicação. Já na parte de usabilidade,
especificamente no que se diz ao layout e arquitetura de links,
detalhes pequenos no site foram atribuídos como tão relevantes quanto um link principal na home, sendo que o restante da navegação é levada
de forma intuitiva, por outros links e links.
Minha
surpresa, na certa, será a de muitos quando entrarem no site.
Infelizmente, estamos acostumados a sites pirotécnicos em que menus,
links, banners se confundem e onde há desordens por parte de
programação e design. Eu e você já tivemos grandes experiências com
isso. Pelo que eu me recordo, não fiquei muito tempo nesses loucos
sites e nem lembro-me de qual eram suas finalidades.
Muitas
vezes o site é o primeiro ponto de partida para um cliente conhecer a
empresa. Itens como design atraente, navegação arquitetada e links no
lugar de links, são, no mínimo, essenciais para começar. Vale ressaltar
que sites “cartões de visita” não retêm mais o cliente; eles irão gerar
no máximo uma visita, quando muito, duas. Geralmente, a primeira visita
é para ver se sua empresa tem site e a interação cliente versus
empresa pode parar por aí. Para quê retornar ao site se o que está lá
não será modificado e não trará nenhum benefício ao cliente?
Outro
exemplo perfeito de usabilidade é o Google! De um site totalmente
complexo, com ferramentas fantásticas que nascem a cada dia, a uma
interface tão? básica!!! Como já dizia Charles Migus, retirado do livro
Google Marketing, “tornar o simples em complicado é fácil,
tornar o complicado em simples é criatividade”. Acredito que a
tendência natural do homem é buscar cada vez mais a simplicidade nas
ações do cotidiano, visto o grande número de ferramentas e informações.
Sites loucos que insistem em ser chamativos, podem fazer até certo
sucesso no primeiro acesso, por serem novidades, mas em termos de
usabilidade podem, mais tarde, perderem para sites que priorizam o
relacionamento com o cliente.
Efetividade, eficiência e satisfação
Definição dada segundo a norma ISO 9241 – Ergonomia de software de escritório (Fonte: wikipedia).
Efetividade é o ato de trazer resultados positivos à empresa; a eficiência, termo concomitante a efetividade, é medida entre os resultados obtidos e seus recursos empregados; a satisfação,
já corresponde à capacidade de atendimento a uma necessidade do
cliente. Se o usuário encontra no seu site a eficiência e a satisfação
na busca por determinado assunto, há um certeiro retorno não só de
clientes, mas também de resultados positivos.
Na elaboração de estudos para iniciação da produção de um site, costuma-se fazer um documento quel denomina-se benchmarking.
Nele é constado o estudo passo-a-passo de no mínimo dois sites de
referências e ele é o responsável por dizer com que tipo de site seu
cliente está acostumado. Em um estudo de Benchmarking, o cliente deverá
repassar exemplos de sites (no briefing) que se identificam no ramo e
ressaltar pontos que ele determinou como importantes. E é partir disso
que toda a proposta do site começará a ser moldada? O benchmarking não
é um estudo para a cópia de outros sites, mas uma maneira de dar
continuidade a um estilo que deu certo, o qual fez com que os usuários
dessem retorno em satisfação, o que se resume em vendas.
Para
testes de usabilidade (geralmente no início da elaboração do site)
utiliza-se muito da tarefa de um usuário comum tentar realizar tarefas
simples, como, por exemplo, preencher um formulário de contato. O
resultado deve ser esse: navegação intuitiva (segundo o dicionário, intuitivo é: Conhecimento imediato, claro, sem recorrer ao raciocínio). Pontos
como arquitetura da informação e layout devem estar de acordo com o
usuário e sua experiência. Qualquer site que não consegue oferecer o
básico para o usuário pode deixar uma imagem negativa para a empresa.
A
usabilidade é paralela no que se refere ao grau de interação
usuário X máquina e, seus resultados são medidos na taxa de rejeição e
retorno, que podem ser analisados pelo Google analytics. A usabilidade
influencia o usuário e a leitura dos mecanismos de busca. Pensar de
forma diferencial na internet é distanciar em muitos pontos de grandes
empresas por aí. Infelizmente, muitos empresários ainda não se deram
conta do que é a internet e do seu potencial.
Como sempre faço no final, uma listinha com dicas resumindo um pouco daquilo que escrevi:
- Tenha
sempre uma conversa franca com o cliente, mesmo que a intenção dele
seja a de fazer um site básico, que contenha apenas seu cartão de
visitas. Ele deve estar ciente do quanto a internet está presente no
cotidiano do seu cliente e do quanto ela, bem aplicada, poderá gerar
resultados. Digo isso pois o cliente solicita muitas das vezes um
site básico, por não ter verba suficiente para ter um site dinâmico;
com esse papo, é mais fácil convencê-lo que na próxima verba da
empresa, ele desloque-a para o aumento de recursos de seu site. - Faça sempre um briefing completo. Não se esqueça de coletar sites de referência para que você possa fazer o benchmarking.
- Defina
a arquitetura da informação através de um fluxograma. Assim fica mais
fácil a sua organização e o melhor entendimento por parte do cliente. - Antes
de iniciar o layout, explique bem para o cliente suas intenções ao
apresentar a arquitetura da informação, para que no meio do layout você
não tenha surpresas desagradáveis, como possíveis mudanças? - No
layout, defina bem o que mais chama atenção no seu site. Nessa parte,
obrigatoriamente, deve haver o objetivo descrito anteriormente pelo
cliente. - Priorize
a interação da empresa com seu mercado. Se o público exige maiores
explicações sobre o produto, por que não fazer um blog corporativo? Nele
o cliente poderá colocar não só noticias do seu mercado, mas espaço
também para dicas e esclarecimentos de dúvidas. - Explore a internet e permita seu cliente obter um diferencial em relação aos concorrentes.
Até a próxima!







