Leia os artigos anteriores:
Como se portar no local de trabalho – Parte 02
Como se portar no local de trabalho – Parte 01
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Olá, pessoal! Veremos hoje a terceira parte dessa série de artigos que aborda o comportamento de profissionais da área de informação. Lembrando que estas dicas são sugestões e que devem sempre ser consideradas de acordo com o contexto da empresa e do bom senso. Novamente citando a referência, o conteúdo destes artigos foi baseado em um
texto publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 10/01/2009, na página Ce2 do
caderno de Empregos. Vamos lá:
6. Maldade e fofocas
a) Afaste-se das fofocas e maledicências. Só o fato de prestar atenção nelas já pode lhe dar a fama de fofoqueiro…
Toda empresa tem fofoca. Em algumas esta prática fica mais clara, em outras é mais difícil de detectar sua ocorrência. Por isso a dica aqui é procurar evitar e se distanciar deste tipo de conversa sempre que possível. Lembre-se: fofoca é falar mal de uma pessoa sem fundamento ou supor algo sem fatos concretos. Geralmente algumas pessoas são especialistas nisso e ao menor sinal de alguma coisa diferente ou fora do normal já começam a fofocar.
b) Não seja inconveniente, aparecendo em outros setores da empresa sem ligar antes ou só para fazer um “tricô” rápido.
Procure deixar o tipo de conversa informal, ou fofoca, para fora do trabalho. E também procure não dar atenção a comentários maldosos que visam prejudicar as pessoas. Como regra, sempre ouça os dois lados da história antes de concluir ou assumir algo e sempre aja considerando as circunstâncias e contextos.
c) Caso tenha uma grande amizade no trabalho, seja discreto.
Evite comentar na frente de outros colegas os programas que você e o amigo(a) fizeram no final de semana, pois isso desperta ciúme e compromete a imparcialidade de qualquer decisão ou trabalho que você tenha ou faça em relação ao seu amigo. Amizades com colegas de trabalho são ótimas e devem ser cultivadas no dia a dia do mundo corporativo. Porém existem limites que devem ser seguidos, especialmente se as amizades interferirem no trabalho ou se por algum motivo tornarem o relacionamento com as demais pessoas da empresa algo que incomode e atrapalhe.
d) Amigos, amigos, negócios à parte.
Deixe bem claro que é adepto do ditado “amigos, amigos: negócios a parte” e evite trabalhar em parceria com um grande amigo a ponto que isso prejudique a carreira dos dois na empresa. Além de dar impressão de protecionismo, a relação pode comprometer o serviço e dificultar a solução de problemas.
Muitas novas empresas surgem a partir de amizades entre colegas de trabalho que decidem abrir o próprio negócio. Nada de errado nisso, a não ser quando recursos da empresa são utilizados para suportar atividades paralelas que não são relacionadas ao foco principal e que potencialmente podem se tornar um concorrente da empresa. A idéia aqui é saber definir a linha entre começar um negócio próprio ou seguir trabalhando como colaborador da empresa sem prejudicar ninguém.
e) Seja humilde
Quando comentar com qualquer um na empresa os seus resultados positivos, prêmios e novos projetos que lhe foram confiados aja com humildade e procure não assumir um tom ou ar de superior. Aqui temos o famoso caso do ego, ou seja, as pessoas que adoram ficar exibindo suas conquistas pessoais no ambiente de trabalho. Já cansei de encontrar ambientes onde profissionais se gabam de ter certificações Microsoft, Oracle, Cisco, Linux, etc ao ponto de se sentirem melhor que os outros profissionais. Quem tem este tipo de título ou status deve ter em mente que outras pessoas não acham agradável ficar ouvindo a cada instante que este ou aquele título faz dele um profissional melhor e mais qualificado.
f) Alguém que você não gosta
Caso trabalhe com alguém de quem não gosta, troque cumprimentos, mantenha distância e evite comentar a antipatia que sente. Isso reduz atritos e evita que os outros reparem a incompatibilidade e façam fofocas. O relacionamento entre pessoas é algo que nem sempre pode tomar o rumo desejado. Em diversas situações temos que trabalhar ou mesmo colaborar com pessoas que não temos afinidade e não gostamos. Nestas situações devemos agir como profissionais, evitando atritos e focando no trabalho sem dar atenção aos aspectos negativos da pessoa com a qual estamos trabalhando. Este tipo de situação geralmente não é agradável e recomenda-se seguir uma linha impessoal e estritamente profissional para tornar o trabalho menos desagradável e fazer com que ele acabe mais rápido.
7. Como se portar em uma reunião
a) Para a reunião começar mal, basta chegar atrasado. Além de irritar quem chegou na hora, sua imagem fica péssima.
O primeiro passo para uma reunião dar errado e não ser produtiva é a falta de comprometimento com o horário da mesma. É desagradável ficar aguardando uma pessoa ou equipe para poder começar a reunião, pois isso atrapalha o cronograma das demais pessoas envolvidas e também prejudica o andamento da discussão. Além disso, se chegar atrasado evite gastar muito tempo tentando se explicar: diga o motivo do atraso e não entre em detalhes, a não ser que façam a questão de uma justificativa mais detalhada.
b) Ler e pesquisar sobre o assunto em pauta vai deixá-lo em vantagem sobre aqueles que não se prepararam.
A preparação pré-reunião pode fazer a diferença entre uma contribuição fundamental e o simplesmente ficar boiando e deixar a reunião passar batida. Geralmente esta preparação inclui a montagem de uma apresentação, o estudo de abordagens, soluções, oportunidades e pontos relevantes que precisam ser discutidos com os demais integrantes. Mostrar que você está preparado é ótimo para a sua carreira, pois deixa claro para os demais que você leva a sério a oportunidade de se reunir para discutir o assunto da reunião ao invés de ser aquele profissional que só está na reunião porque foi obrigado.
c) Entrar em uma reunião mudo e sair calado não é a melhor estratégia para seu chefe notá-lo.
Saber se destacar em uma reunião é algo fundamental para a sua carreira a longo prazo. Porém deve-se fazer isso apenas quando você pode contribuir com algo que agregue e que sirva ao propósito da reunião. Já participei de reuniões onde pessoas possuíam idéias fantásticas, mas ficaram caladas por um ou outro motivo. Saber participar de uma reunião ativamente é uma habilidade que deve ser adquirida e praticada constantemente quando se tem algo importante a acrescentar.
d) Fale sobre suas idéias e, quando achar que deve discordar, não se acanhe. Apenas faça isso sem causar constrangimento e sem ofender os colegas.
Novamente temos aqui a questão da exposição das idéias. Se você acha que pode contribuir de alguma maneira espere pelo momento ideal da reunião e apresente suas idéias, sempre de forma clara, sucinta e sem rodeios. Ao fazer um comentário, apresentar uma idéia ou sugestão, seja claro e objetivo. Resuma ao máximo o que tem a dizer para não tornar a reunião longa.
Isso me lembra o que um antigo chefe meu disse sobre as idéias em reuniões:
“Em uma reunião sugira idéias que 1) aumentem o lucro; ou 2) reduzam o custo; e 3) que não sejam ilegais ou que prejudiquem alguém ou algum recurso”.
Isso quer dizer que, antes de apresentar sua idéia, você tem que pensar bem sobre ela e verificar se realmente ela vale a pena ser apresentada. Também é preciso estar preparado para receber críticas, opiniões e mudanças no que vocês propôs de acordo com o feedback dos demais participantes da reunião. Não se sinta menosprezado se a sua idéia for rejeitada, pois muitas vezes na nossa cabeça a idéia é perfeita, mas na realidade nem sempre é assim.
Quando for discordar de alguém procure utilizar um tom de voz que não indique hostilidade. Explique seus argumentos, preocupações e motivos pela qual discorda sem deixar nada oculto e sem ataques pessoais.
e) O chefe deve ser o primeiro e o último a falar. Ou seja, é ele que abre e fecha e reunião.
Esta é uma dica de conveniência. Geralmente o profissional superior é quem comanda o show e ele deve ter a palavra de início de fim. Note que isso não quer dizer que ele tem razão sobre tudo que foi discutido ou apresentado na reunião.
f) Olhe para os outros quando estiverem falando para mostrar interesse. Não baixe os olhos para a mesa.
Não passe a reunião inteira imaginando cenários hipotéticos ou distante do que está sendo discutido. Se você está ali é para contribuir de alguma forma e atitudes dissimuladas ou evasivas só vão prejudicar a sua imagem ao ponto de você ser excluído do próximo encontro.
h) É importante manter a postura durante uma reunião.
Evite ficar andando de um lado para outro na sala enquanto estiver expondo uma opinião ou uma apresentação. Os participantes vão achá-lo um exibicionista.
Existem muitas dicas sobre a apresentação de um trabalho ou idéia em uma reunião. Aqui a idéia é simplificar e não ficar se exibindo à toa. Vá direto ao ponto e deixe as perguntas e detalhes técnicos para o momento adequado.
8. Relacionamentos pessoais e íntimos no trabalho
a) Você e um(a) colega se apaixonaram.
Se a empresa não proíbe o namoro entre funcionários e vocês são desimpedidos, não esconda, pois os colegas desconfiam, descobrem e fofocam. Não existe fofoca mais rápida de se espalhar do que um relacionamento escondido entre duas pessoas da empresa que foi descoberto. A famosa “rádio-peão” é especialista em transmitir este tipo de notícia de ouvido em ouvido. Por isso sempre seja sincero e evite esconder relacionamentos sempre que possível. Caso contrário, esteja preparado para a avalanche de olhares, conversinhas que são interrompidas com a sua chegada e risadinhas espontâneas.
b) Evite os apelidos carinhosos e telefonemas melosos.
Dentro da empresa, nada de “fofo”, “lindinha” e “neném”. O tratamento e a cordialidade despendida entre os colegas de trabalho deve ser sempre pautada pelo relacionamento profissional. Guarde as gentilezas excessivas e os tratamentos carinhosos para situações íntimas fora da empresa, especialmente se estiver na presença de clientes, fornecedores ou parceiros que não sabem do seu relacionamento.
c) Bilhetinhos e e-mails amorosos, que possam cair em mãos erradas, também estão fora de cogitação.
Neste caso a utilização de recursos de comunicação da empresa pode dar origem a uma história digna de um romance de Eça de Queiroz. Quanto mais se evitar trocar mensagens amorosas dentro da empresa maior será a chance de se manter um relacionamento discreto e que não atrapalhe a careira dos envolvidos
d) Não fiquem sozinhos.
Não constranja os colegas nem cause falatório criando situações para ficar a sós com seu amado ou amada. Se vocês querem ficar a sós procurem o local e hora adequadas para isso e que seja fora da empresa. Um simples ato de carinho pode ser interpretado de várias formas por quem não conhece ou aprova o relacionamento dentro da empresa.
e) Brigas e discussões
Se brigar com ela ou ele, deixe a cara fechada e a reconciliação fora da empresa. Seu romance não é novela para ser acompanhado capítulo a capítulo. Certas pessoas fazem questão de deixar claro como anda o seu relacionamento pessoal, geralmente comunicando a todos cada evento relevante. E o pior é que as outras pessoas muitas vezes sentem um prazer intenso em acompanhar estes fatos. Mais uma vez, a idéia aqui é ser profissional e evitar fornecer assuntos que incendeiam a curiosidade dos outros.
f) “Você não liga mais para mim”
Não policie os horários da sua parceira(o) e muito menos crie empecilhos para que ele(a) almoce com colegas ou superiores sob o argumento “você não liga mais para mim”. Isso pode prejudicar a carreira dele ou dela. Estar em um relacionamento íntimo com alguém do trabalho não significa que este alguém terá tratamento especial. Isso é fácil de falar na teoria mais difícil de fazer na prática, pois queremos sempre dar o melhor para as pessoas que gostamos. Por isso vale a pena sempre ponderar certas atitudes e, em casos extremos, avaliar se o tratamento correto foi parcial com a ajuda de algum colega próximo.
g) Você e o chefe se apaixonaram.
Em muitas empresas trata-se de um amor proibido. Vocês podem tentar escondê-lo por um tempo, mas correm sérios riscos. Do ponto de vista ético, o melhor a fazer é pedir, rapidamente, uma transferência de departamento, já que o romance pode comprometer o trabalho. Se não for possível uma transferência, a saída mais correta é um dos dois pedir demissão. Durante o período de impasse, ajam com absoluta discrição. Os fofoqueiros de plantão adoram comentar sobre situações como essa.
Como diria uma personalidade do mundo dos podcasts: “Você já pegou um pedaço de chocolate, jogou num formigueiro e ficou olhando?”. É mais ou menos isso o que acontece quando alguém descobre um relacionamento íntimo oculto entre um funcionário e o seu superior.
h) Paixão por alguém casado.
Casos assim são de nitroglicerina pura. Se o romance se tornar público, amor, trabalho e família viram um grande imbróglio e isso é péssimo para a carreira. Aqui apenas uma frase: evite agir por impulso e pense nas conseqüências dos seus atos.
i) Separação.
Se decidir sair de casa, comunique, sem revelar detalhes, a mudança de endereço e o novo telefone para a secretária do setor ou responsável por esta tarefa. E avise seu chefe sobre sua separação. Evite comentar o assunto em voz alta e não transforme seu drama em tema de debate no fumódromo. Se não conseguir disfarçar o sofrimento, seja sincero e diga que está passando por uma fase difícil e complicada sem entrar em detalhes pessoais
Mudanças na vida pessoal de um funcionário devem ser comunicadas ao seu superior, porém apenas as mudanças relevantes e que foram significativas. Isso quer dizer que o ambiente de trabalho deve estar ciente de certos eventos da vida do funcionário ao ponto de compreender e aceitar certas situações, como atrasos ocasionais, desmotivação, problemas de saúde e outros.







