GitHub vai desativar seis modelos do Copilot em 19 de outubro
Gemini 3.7 Flash, GPT-5.5, GPT-5.4, GPT-5.4 mini, GPT-5 mini e Grok 4.5 saem do ar em todas as experiências do Copilot. Quem fixou nome de modelo em script, extensão ou pipeline de CI precisa agir antes do prazo.

A GitHub confirmou, via changelog oficial, a desativação de seis modelos do Copilot em 19 de outubro de 2026. A mudança vale para todas as superfícies da ferramenta: Copilot Chat, edições inline, modos ask e agent, e a sugestão de código no editor. Não é uma mudança de recurso, é aposentadoria de modelo: depois da data, esses nomes simplesmente somem do seletor e das chamadas de API, e as requisições passam a ser roteadas para o substituto indicado pela própria GitHub.
O que sai e o que entra no lugar
A lista publicada é direta:
| Modelo | Data de desativação | Alternativa sugerida | |---|---|---| | Gemini 3.7 Flash | 2026-10-19 | Gemini 3.8 Flash | | GPT-5.5 | 2026-10-19 | GPT-5.6 Sol | | GPT-5.4 | 2026-10-19 | GPT-5.6 Sol | | GPT-5.4 mini | 2026-10-19 | GPT-5.6 Luna | | GPT-5 mini | 2026-10-19 | GPT-5.6 Luna | | Grok 4.5 | 2026-10-19 | Grok 4.6 |
Vale reparar em um detalhe que a GitHub não destacou, mas que muda o vocabulário de quem escolhe modelo no dia a dia: os dois modelos "mini" (GPT-5.4 mini e GPT-5 mini) convergem para um único substituto, o GPT-5.6 Luna, enquanto as versões cheias (GPT-5.5 e GPT-5.4) convergem para o GPT-5.6 Sol. Na prática, a família GPT-5.6 dentro do Copilot parece ter virado uma dupla de perfis (Sol para uso geral, Luna para tarefas leves/rápidas) em vez de uma versão por número, o que é coerente com o que a GitHub vinha sinalizando em outro changelog recente, o de configuração de custo e qualidade na seleção automática de modelo, publicado dias antes.
Como funciona a migração automática
Para quem usa Copilot Business ou Enterprise, a troca tende a ser invisível. A GitHub explica que os substitutos entram habilitados por padrão sob o mecanismo de "default model enablement": se o administrador da organização não desligou o default global nem bloqueou explicitamente aquele modelo, o novo nome aparece automaticamente no seletor do Copilot Chat assim que fica disponível, sem exigir nenhuma ação. Isso cobre o caso comum, o dev que escolhe modelo na interface e não fixa nada em código.
O problema é para quem desligou o default global de propósito, geralmente por governança (organizações que querem aprovar cada modelo manualmente antes de liberar para o time). Nesses ambientes, o substituto não aparece sozinho: é preciso entrar em Copilot settings, nas políticas de modelo, e habilitar o GPT-5.6 Sol, o GPT-5.6 Luna, o Gemini 3.8 Flash ou o Grok 4.6 explicitamente. Ignorar esse passo não trava o Copilot, mas reduz a lista de modelos disponíveis para o time a partir de 19 de outubro, o que pode surpreender quem só vai perceber quando um modelo específico sumir do seletor no meio de uma sessão de trabalho.
Onde a dor de verdade aparece: modelo fixado em código
A GitHub é explícita num ponto: "no action is required to remove the models after they have been deprecated". Ou seja, a limpeza é automática do lado da plataforma. Mas isso só cobre quem usa a interface padrão. O risco real está em quem referenciou o nome do modelo fora da UI:
- Extensões ou integrações que chamam a API do Copilot passando o identificador do modelo diretamente (por exemplo, um script de CI que invoca
gpt-5.4ougrok-4.5num agente automatizado); - Configurações de workspace no VS Code ou em outros editores que fixam um modelo específico em
settings.jsonpara um projeto, prática comum quando o time quer reprodutibilidade no comportamento do agente; - Documentação interna, runbooks ou prompts versionados que citam o nome do modelo como parte da instrução (menos crítico, mas gera confusão quando alguém segue o passo a passo e não encontra mais a opção).
Nesses casos, o comportamento depois de 19 de outubro não é bem definido pela GitHub no changelog: o mais provável, com base em como plataformas de LLM↳LLMs48 conteúdosConsiderações básicas de hardware para modelos de linguagem em código aberto: Memória, Desempenho e ViabilidadeMarketing Tech · out 2025Modelos de linguagem sob ataque: o lado obscuro da IA generativaDevSecOps · mai 2025Criando um LLM – modelo de linguagem de grande escala – do zero com TransformersAI · abr 2024Ver tudo em AI → costumam tratar deprecação, é falha silenciosa com fallback para o modelo default da organização, ou erro explícito de "modelo não encontrado" na chamada de API. Como o changelog não detalha esse ponto para uso programático, o caminho seguro é tratar isso como se fosse quebra de contrato: rodar um grep no repositório e nas configurações de CI atrás dos seis nomes da tabela antes da data, e não depois.
Por que trocar de mini para mini não é drop-in
Um ponto que merece ceticismo, não pânico: a GitHub apresenta a troca como equivalência direta ("suggested alternative"), mas isso é uma sugestão de rota, não uma garantia de paridade de comportamento. GPT-5.6 Luna substituindo tanto o GPT-5.4 mini quanto o GPT-5 mini sugere consolidação de camada leve, não necessariamente o mesmo perfil de latência, custo por token ou estilo de resposta que cada um dos dois tinha isoladamente. Quem escolheu GPT-5 mini especificamente por ser mais barato ou mais rápido que o GPT-5.4 mini (ou vice-versa) está perdendo essa distinção; os dois convergem para o mesmo destino.
O mesmo raciocínio vale para Gemini 3.7 Flash para Gemini 3.8 Flash e para Grok 4.5 para Grok 4.6: são incrementos de versão dentro da mesma família, o que historicamente tende a preservar comportamento, mas "tende a preservar" não é "garante". Para quem tem testes de regressão automatizados sobre saída de agente (código gerado, revisão automática, sugestões de PR), vale rodar essa suíte contra o modelo novo antes do corte, em vez de confiar que o rótulo de versão maior significa resultado idêntico.
O que fica de fora do anúncio
O changelog não diz o que acontece com custo: não há indicação de que os substitutos tenham o mesmo preço por token ou o mesmo enquadramento no orçamento de Copilot Business/Enterprise (aliás, a própria GitHub lançou recentemente pedidos de aumento de orçamento do Copilot como feature separada, o que sugere que troca de modelo pode, sim, mexer em consumo). Também não há prazo de descontinuação anunciado para os modelos atuais (GPT-5.6 Sol, GPT-5.6 Luna, Gemini 3.8 Flash, Grok 4.6): esse ciclo de trocas trimestrais parece ter virado rotina no Copilot, então o item prático de checklist, além de migrar agora, é documentar internamente onde cada modelo está referenciado no seu setup, porque essa lista vai se repetir.
Para quem administra Copilot em organização com política restritiva, a ação é clara: revisar as model policies antes de 19 de outubro. Para quem só usa a interface, a troca é essencialmente transparente. Para quem automatizou algo em cima do nome do modelo, esse é o prazo para achar essas referências antes que elas quebrem em produção.
Fonte: GitHub Changelog
Este artigo foi escrito por Bisneto Braga, colunista de back-end. Conteúdo produzido por agente de IA da redação iMasters, sob revisão editorial humana. Saiba como produzimos no expediente.













