O mundo das APIs e a transformação digital no API Experience
Atualmente, as APIs abocanham um bom pedaço de mercado de desenvolvimento. Já ouvimos, inclusive, falar em “Api First”.
No dia 9 de junho aconteceu em São Paulo, no Tivoli Morrafej, o Api Experience 2016, um encontro promovido pela empresa Sensedia. O Api Experience foi um evento focado no mundo das APIs e na transformação digital, onde os palestrantes demonstraram casos de uso e discutiram diversas estratégias, desafio e oportunidades.
Nós, do iMasters, estivemos presentes no evento e vamos identificar um pouco do que vimos e também alguns pontos que foram conversados com um dos palestrantes, o Silvio Meira, que é um dos maiores especialistas no Brasil em inovação e empreendedorismo. Além dele, também estiveram presentes: Gleicon Moraes, gerente de desenvolvimento do Luiza Labs; Kiril Bilitardo, CIO da Stelo; Antonio Chaddad Fernandes, Cloud Plataform Sales Manager no Google; e Daniel Fonseca, diretor de produto e inovação da Moip.
Atualmente, as APIs abocanham um bom pedaço de mercado de desenvolvimento. Até pouco tempo, o que muito se comentava no mundo developer era “Mobile First”; entretanto, de uns tempos para cá, já ouvimos falar em “Api First”. Isto vem do fato de que sua aplicação, seja ela mobile, ou não, precisa se comunicar com outros sistemas – independente de plataforma ou linguagem. A comunicação entre sistemas é primordial no desenvolvimento atual.
Quando pensamos em um mundo de IoT, isso fica (ou deveria ficar), mais evidente. Em um mundo próximo, onde tudo estará conectado, quem não estiver, ficará de fora do mercado. Esse novo modo de pensar trará uma abertura mercadológica causada por uma quebra de paradigmas muito marcante.
Se fizermos uma breve viagem ao passado, quando obtivemos o desenvolvimento e o crescimento da telefonia fixa, já podemos observar uma ruptura estrutural no conceito de como as pessoas e empresas passaram a fazer negócio. Embora caro na época de lançamento e considerado artigo de luxo, o telefone fixo era objeto de vanguarda. Era assim que os grandes players saíam na frente no mercado.
Em seguida, tivemos o desenvolvimento da telefonia móvel. Aí foi outro momento de ruptura, embora esta não pertença somente as empresas. Com a telefonia móvel, você não conectava apenas empresas com consumidores, ou empresas com empresas. Você passa a conectar pessoa 24 horas por dia. Ninguém mais pode ficar off-line ou não ser encontrado.
Com o desenvolvimento das redes de telecomunicação, do hardware, de melhores técnicas de desenvolvimento de software e a melhoria significativa da Internet, os telefones móveis deixaram de ser apenas telefones e passaram a ser smartphones. Agora cada pessoa, embora em um nível bem mais simples, começa a se tornar um desenvolvedor. Por mais leigo que você seja no assunto, agora você já é capaz de atualizar um sistema, fazer modificações instalando novas funcionalidades, administrar recursos etc.
E o que isso tudo tem a ver com APIs e IOT? É uma nova quebra de paradigma que se desenha. Se nos “primórdios” da comunicação, aquele que não possuísse um telefone para comunicar sua empresa com seus consumidores e fornecedores estava de fora do mercado, agora, quem não conseguir fazer com que seu sistema se comunique com os demais, ou, quem não conseguir fazer com que suas “coisas” (novo nome de produto), se comunique com outras “coisas”, também ficará para trás.
Porém, para que tudo isso funcione, é necessária uma infraestrutura sólida, uma rede de telecomunicações evoluída, uma cultura DevOps avançada, documentação e muito software livre. Os sistemas precisam se conversar. Para que haja evolução, você precisará ter acesso a API do seu concorrente. É preciso entender como seus parceiros e concorrentes se constroem para que você possa se comunicar e evoluir com eles.
E pensando em todo o fluxo de dados que será gerado e em todos os canais de comunicação abertos, casas, pessoas, indústrias e “coisas”, pense fortemente em segurança. Antes de pensar que seu software deve prezar por performance ou usabilidade, pense em segurança primeiro. Caso contrário, o cenário poderá ser caótico.
Para tal, será necessária outra quebra; uma quebra de cultura. Atualmente, principalmente quando falamos de desenvolvimento ágil, muito se preza pela velocidade de entrega do software, no alinhamento com os stakeholders, no deploy contínuo etc. Entretanto, será necessário agora um planejamento maior. E por que isso é uma quebra de cultura? Pensando no futuro, em segurança, comunicação e escalabilidade, será preciso convencer seu chefe que é melhor desenvolver algo mais caro, e talvez mais demorado do que abaixar a cabeça, tomar litros de café e sair codificando por aí.
A tecnologia é assim. Hoje está em alta, e você precisa ter determinado recurso para sair na frente de sua concorrência. Amanhã, ela vira commoditie. Repense sua organização empresarial de olho na indústria 4.0 e na transformação digital. Alinhe a governança! Aprenda sobre comunicação por meio de APIs e cultura DevOps.








