A tecnologia “Power Line Communications” (PLC), que utiliza a rede de energia elétrica como meio de transporte de sinais de internet, vídeo e voz, já está em uso em países desenvolvidos, gerando vantagens aos usuários da rede mundial. O serviço propicia, entre outros benefícios, maior agilidade na transmissão de dados e mais confiabilidade, devido ao menor número de interrupções no serviço.
No Brasil estamos passando por um período de estrangulamento na qualidade das conexões de internet gerado, em grande parte, pela grande aceitação do brasileiro no uso deste serviço. Estamos entre os três maiores usuários de internet do mundo, e a tecnologia PLC poderá melhorar a satisfação dos usuários.
No campo econômico, devemos lembrar que a maior parte da infraestrutura para a aplicação desta tecnologia já está instalada e amortizada, e sua manutenção está nas mãos das concessionárias de energia elétrica, estatais ou privadas. Mesmo com a necessidade de se criar uma nova empresa para administrar e contabilizar esta nova operação, as distribuidoras de energia terão uma grande margem de lucro, da qual parte deveria ser repassada ao consumidor.
O modelo a ser adotado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá determinar se a parte que cabe à redução do preço dos serviços será orientada somente para o consumidor de energia ou se para este e também para o usuário da internet. A Aneel deve estar atenta a manobras contábeis e comerciais que poderão incrementar os custos de uma ou outra operação, fazendo com que a Distribuidora fique com mais uma parcela do consumidor.
Lembremos dos entraves entre as distribuidoras de energia e empresas de telefonia, que passaram por anos de negociação para criar um modelo de remuneração pelo uso dos postes da rede elétrica, compartilhados por estas empresas. Com o alto valor deste novo negócio, estas discussões devem voltar à pauta do dia, com voracidade ainda maior.







