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Câmera Lytro deixa o foco para depois dos cliques

Com recursos singulares para as lentes e seu sensor, a Lytro é uma câmera muito mais inventiva do que prática. Ao contrário de uma câmera digital compacta convencional,…

Câmera Lytro deixa o foco para depois dos cliques
Imagem: Info Online

Com recursos singulares para as lentes e seu sensor, a Lytro é uma câmera muito mais inventiva do que prática. Ao contrário de uma câmera digital compacta convencional, que se concentra em oferecer uma captura de imagem mais ampla e com qualidade, a Lytro se destaca após o clique.

Com uma interface simples em exagero, o usuário faz pouco mais do que conferir o enquadramento no pequeno LCD de 1,46 polegadas e pressionar o botão de disparo. A mágica da Lytro acontece no software que gerencia as imagens no PC. Dá para alterar a área de foco da foto e deslocar ligeiramente o quadro. Tudo funciona como se, na prática, várias fotos diferentes fossem registradas. A diferença é que a uma única imagem, não deixando risco de posições diferentes, diferentes valores de iluminação ou adversidades, como uma nuvem que surge sem aviso e altera as condições da cena.

No entando, existem inúmeras ressalvas com relação a esse processo. A primeira delas é que a resolução é degradada. Por causa da maneira como as fotos são renderizadas, não existe uma relação direta entre a resolução do sensor e a da imagem final. As imagens que são convertidas para JPEG acabam com apenas 1,2 MP.

Depois de tudo isso, creio que ficou claro o quão inusitada a Lytro é. Stricto sensu, compara-la diretamente com outras câmeras seria injusto porque a informação que ela capta e a maneira como ela trata esses dados difere das outras máquinas. Contudo, para o consumidor final, isso é irrelevante. O que importa são os resultados e, nesse sentido, a Lytro não se sai muito bem.

Por mais estranha que a Lytro pode ser, ela ainda é uma câmera obscura e adere às leis da física. As preocupações habituais, como balanço de branco e representação de cor, ainda são válidas para essa câmera. 

Os JPEGs exportados não ficam nada bem se o usuário não se dá ao trabalho de corrigir o foco. A baixa resolução também faz com que todos os detalhes finos se percam. Curiosamente, ela até que lida bem com as cores quando comparada às câmeras compactas normais. Algumas imagens acabaram adotando um tom um pouco azulado, mas o aspecto não é ruim. Curiosamente, ela raramente utilizou uma velocidade mais rápida que 1/125 s. O resultado que é a maioria das fotos com movimento acabou borrada. Cenas de amplo contraste dinâmico são a principal fraqueza da Lytro.

Fonte: http://info.abril.com.br/reviews/cameras-digitais/lytro-lfc.shtml

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