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A Transformação do Video Digital na Rede

Você já se imaginou vivendo em um mundo virtual, onde lojas, shopping centers, sua carteira de clientes, bares, restaurantes e muito mais poderão estar ao alcance de um “click” do seu mouse?

Pasmem, mas Vídeo Digital já representa mais de 60% de todo o trafego de dados da Internet. A grande troca de arquivos de imagem, vídeos, treinamentos “on line” e Vídeo Conferência, mudaram dramaticamente o perfil do conteúdo que trafega na grande rede mundial. Segundo mostra uma pesquisa da Technology Review, dentro de dois anos, esta tendência, listada como uma das dez tecnologias emergentes, deverá representar 98% do tráfego, modificando drasticamente o mercado de distribuição de mídia e a infra-estrutura de comunicação de dados dos principais ISPs.

Novos conceitos, como “Digital Imaging”, permitirão a captura e reprodução de imagens em alta definição, sem a necessidade de armazenamento e compressão de milhões de “pixels” que são capturados por sensores de imagens, gerando consumo de recursos extras na câmera que impactam inclusive na capacidade da bateria. Utilizando deste novo conceito, professores da Rice Univertsity, construíram um novo algoritmo, que através de apenas uma fração relevante da imagem capturada, uma imagem de altíssima resolução pode ser recriada. Desta forma, o algoritmo, a partir das informações relevantes, completa o quebra-cabeça randomicamente, formando a imagem comparável a original. Este conceito de “Compressive Sensing” evita todo o processo de compressão e descompressão de vídeo e tornará a captura de imagens, pelo menos dez vezes mais rápida que a atual. Desta forma, a captura e associação de informações de banco de dados às imagens, será muito mais fácil, rápida e consumirá muito menos recursos de dispositivos como: câmeras, PCs, Palm Tops, Smart Phones, etc.

Este é o início de um Mundo Virtual que está por se formar e que irá impactar na maneira com que nos localizamos, fazemos compras, encontramos clientes.

Através deste conceito, a Nokia já criou aplicações para o que chamou de “Augumented Reality”, um tipo de “second-life”, que relaciona dados e informações a uma imagem virtual. De uma maneira prática, um GPS, um sensor de aceleração e acesso a banda larga em um Smart Phone, pode facilmente calcular as coordenadas e localização do usuário e buscar informações das imagens capturadas pela Câmera Digital do dispositivo. Assim, em segundos podemos buscar informações dos produtos que estamos vendo, dos clientes que estamos por visitar, das pessoas com as quais nos reuniremos e dos locais por onde passamos. Toda a informação previamente armazenada e associada a uma imagem poderá ser facilmente alcançada e utilizada.

A transformação, é claro, ocorrerá também em toda a rede de comunicação e armazenamento de dados. Toda a infra-estrutura de rede de dados como: roteadores, switches, servidores, storages, dispositivos de segurança e de busca, assim como as aplicações, iniciarão um novo ciclo de renovação tecnológica, gerando oportunidades para toda a cadeia de distribuição de tecnologia. As operadoras, que prestam serviços de telecomunicações, passarão a distribuir conteúdos de mídia que até então ficavam a cargo dos próprios geradores de conteúdo.

A mudança já começou e as oportunidades estão por aparecer, mas para nós, distribuidores, revendas e fornecedores de tecnologia, fica uma questão a ser respondida. Será que nós já estamos nos preparando para estas mudanças? Talvez as aplicações ainda estejam mais longe do nosso alcance, mas certamente, toda infra-estrutura necessária para a construção das redes, já faz parte do nosso dia a dia e deverão suportar toda esta demanda de dados, agora vídeo.

é gerente da área de Advanced Technologies da Mude.

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