Zuckerberg detalha planos para o projeto Internet.org na MWC
Lançado em 2013, ele tem como objetivo levar a rede mundial de computadores para os 2/3 da população que ainda não têm acesso a ela.
Ao se apresentar na MWC, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, falou sobre o projeto Internet.org. Lançado em 2013, ele tem como objetivo levar a rede mundial de computadores para os 2/3 da população que ainda não têm acesso a ela.
De acordo com o executivo, participam da empreitada, além do Facebook, empresas como Ericsson, Mediatek, Opera, Samsung, Nokia e Qualcomm.
Colocar isso em prática não é fácil e, até agora, não havia muitas informações sobre como estas metas poderiam ser alcançadas. Mas Zuckerberg deu algumas pistas durante a sua apresentação no MWC 2014. A primeira foi de que a ideia principal é tornar a Internet algo como uma necessidade básica para o ser humano.
O objetivo é se unir a parceiras que aceitem disponibilizar serviços básicos, como usar a Wikipédia de graça para os usuários. Isso já é feito em operadoras que dão ao usuário a opção de acessar o Facebook sem custo, por exemplo.
Mas como as operadoras ganhariam com isso? Elas poderiam vender links pagos para conteúdo extra e planos com mais dados para navegação em outros serviços não tão básicos, como streaming e download de arquivos. Segundo Zuckerberg, no primeiro momento, não seria possível lucrar com isso, mas seria dado um grande passo na comunicação.
Os integrantes do Internet.org pretendem fornecer serviços básicos de forma gratuita ou com preços mais acessíveis, e apenas com aplicativos que não consumam dados móveis em alta quantidade. A partir daí, o usuário poderá escolher se quer usar só aquilo, o que já é algo relevante, ou pagar mais para ter a navegação completa.
Zuckerberg garantiu que isso não é somente teoria. O Facebook já deu o pontapé inicial no modelo de conexão que pretende adotar. Nas Filipinas, começou a ter acesso gratuito nos dispositivos móveis, tanto no app da rede social como no Facebook Messenger, em parceria com a operadora de telefonia local Globe Telecom.
Como consequência, disse Zuckerberg, o consumo de dados móveis no país dobrou em aproximadamente quatro meses de operação. Os testes foram feitos apenas com os próprios aplicativos do Facebook para que a rede social pudesse realizar uma análise melhor do sucesso que os programas fariam neste modelo.
Além desse teste, o Facebook anunciou uma iniciativa em Ruanda. Em parceria com uma das empresas que compõem o grupo do Internet.org, a Nokia, o projeto vai disponibilizar um método de ensino online no país. É o SocialEDU, com a plataforma de educação gratuita na Internet usando smartphones econômicos da empresa finlandesa.
Outra parceria, desta vez com a Ericsson, levou à criação do Internet.org Innovation Lab, em Menlo Park. Trata-se de um laboratório dedicado aos desenvolvedores que querem testar aplicativos para comunidades com baixo acesso à Internet e com intuito de ajudar a comunicação dentro delas. Ele vai contar com ambientes de simulação de diferentes ambientes de conexão sem fio e vários projetos para atrair desenvolvedores.
Os planos para o Internet.org são ambiciosos. Se o Facebook atualmente possui um pouco mais de 1 bilhão de usuários, o projeto quer chegar a esse número de pessoas conectadas em cinco anos. Em dez anos, o objetivo é somar mais de três bilhões de pessoas conectadas.
Com informações de Techtudo









