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USP cria ponto de acesso à internet alimentado por energia solar

Wi-Fi Solar. Esse é o sistema desenvolvido por pesquisadores do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Escola Politécnica (Poli) da USP. Trata-se do protótipo de um sistema de comunicação sem fio em malha alimentado por energia solar.

Ainda em fase de testes, o equipamento permite o acesso à internet sem fio para dispositivos móveis em áreas ao ar livre, com menores custos de instalação e o uso da energia solar diminui despesas com eletricidade. O sistema é formado por quatro módulos: comunicação (roteador), fotovoltaico (painel solar), armazenamento (baterias) e controle de energia.

De acordo com Rafael Herrero Alonso, engenheiro responsável pelo projeto, “o roteador cria uma malha de comunicação sem fio, com várias rotas, entre outros módulos de comunicação da rede e fornece cobertura Wi-Fi para dispositivos móveis e portáteis no raio de alcance do sinal transmitido por cada módulo de comunicação”. Ele acrescenta que “o módulo fotovoltaico gera eletricidade em corrente contínua ao sistema a partir da transformação direta da luz em energia elétrica.” Em períodos sem irradiação solar, o sistema é alimentado por baterias recarregáveis, que  garantem seu funcionamento.

Hoje, dois Wi-Fi Solar estão instalados em postes de iluminação na Cidade Universitária (Zona Oeste de São Paulo), que funcionam durante oito horas por dia e não necessitam de manutenção e de interação humana. “Além disso, mais de 50 pessoas se conectam à rede implementada com os sistemas Wi-Fi Solar diariamente e transferem em torno de 1 gigabyte de informação”, afirma o engenheiro.

O responsável pelo projeto aponta que as principais vantagens são a eliminação da infraestrutura de cabos elétricos para a instalação e a redução de custos com o projeto da rede sem fio, além da mão-de-obra para instalação elétrica e do próprio custo da eletricidade, devido à utilização de energia solar renovável.

Por ser independente de infraestrutura cabeada, o Wi-Fi Solar pode gerar economias de custos de até 40% em relação à instalação de um infraestrutura de redes sem fio tradicional para ambientes externo. Na prática, ele permite cobrir grandes áreas ao ar livre com rapidez, facilidade e menor custo, representando um sistema confiável e economicamente viável, segundo Alonso.

“Nosso objetivo é transferir a tecnologia para ser transformada em produto por uma empresa parceira, que dará continuidade na industrialização e comercialização”, planeja o engenheiro.

No exterior, sistemas similares ao desenvolvido na USP já estão disponíveis comercialmente.

Com informações de Inovação Tecnológica

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