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Supercomputador de Stanford supera a marca de 1 milhão de núcleos de processamento

Ele suporta exatamente 1.572.864 núcleos de processadores, que funcionam em conjunto com 1.6 petabytes de memória.

O IBM Blue Gene/Q Sequoia, da Universidade de Stanford, nos EUA, ultrapassou a marca de 1 milhão de cores de processamento em um supercomputador. Ele suporta exatamente 1.572.864 núcleos de processadores, que funcionam em conjunto com 1.6 petabytes de memória. A máquina é utilizada para simulações complexas do comportamento dos fluidos, e os dados são muito úteis para a indústria aeronáutica.

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Entre as principais aplicações do volume de informações colhidas a cada simulação do supercomputador está o fornecimento de subsídios a engenheiros para que eles criem motores de aeronaves mais silenciosos. Como as turbinas de aviões atuais funcionam basicamente sugando e expulsando ar, que é um fluido, os dados precisos permitem que novos designs e aprimoramentos nas turbinas sejam testados dentro do computador. Dessa forma, elimina-se a necessidade de desenvolver protótipos.

Em computação, existe uma tendência a achar que mais é melhor. Mais memória, mais núcleos e mais processadores “deveriam” aumentar a capacidade de um sistema. Entretanto, quando se fala na casa do milhão e meio de núcleos de processamentos, problemas começam a mostrar que, nem sempre, muito mais é melhor. Supercomputadores funcionam quebrando porções matemáticas de problemas complexos. Cada pedaço dos cálculos pesados realizados pela máquina é endereçado a um grupo de processadores, que computa os dados e entrega os resultados no dispositivo de saída. Esse princípio faz com que soe natural que o supercomputador com 1,5 milhão de processadores seja melhor do que aquele com 500 mil.

Mas havia um problema até o IBM Blue Gene/Q Sequoia de Stanford ser desenvolvido: quando o computador chegava a um valor próximo de 1 milhão de processadores, surgia um gargalo de dados. Isso porque a enorme quantidade de núcleos funcionando a altas velocidades gerava um volume de dados tão grande que o sistema bloqueava, o que  acontecia pelo fato de os softwares que operavam máquinas com milhões de núcleos não serem refinados o suficiente para dar vazão a tanta informação.

No supercomputador de Stanford, esse problema foi resolvido com uma complexa reengenharia diretamente no código do software e no processamento dos dados. O resultado proposto foi o CharLES, um tipo de sistema operacional capaz de aproveitar todo o poderio dos 1,5 milhão de núcleos do supercomputador.

Com informações de Techtudo

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