Streaming e download de filmes ultrapassarão bilheterias de cinemas em 2017
A crescente popularização de serviços de download e streaming, como Netflix, também vai fazer com que vendas de Blu-ray e DVDs caiam.
Um estudo realizado PricewaterhouseCoopers (PwC) revelou que o mercado de DVDs e Blu-ray está declinando rapidamente, sendo preenchido por serviços de streaming, como Netflix, que também abocanharão as receitas de bilheterias dos cinemas nos próximos anos.
De acordo com o levantamento, a receita com esse tipo de serviço (streaming e download de filmes) vai ultrapassar a mídia física em 2016, cujo mercado vai cair de US$ 12,2 bilhões este ano para US$ 8,7 bilhões em 2018. A pesquisa também prevê que, em 2017, streaming e download de filmes deixarão para trás o cinema como o maior contribuinte para a receita total de filmes nos EUA, chegando a US$ 17 bilhões em 2017, contra os atuais US$ 8,5 bilhões.
Isso não quer dizer que o multiplex está sob ameaça – a PwC prevê um aumento de 16% na venda de ingressos para os próximos cinco anos. “As pessoas ainda querem ir ao cinema, principalmente para ver as maiores produções”, disse Cindy McKenzie, diretora de gerenciamento da PwC.
Netflix, Amazon Instant Video e Hulu estão canalizando o seu crescimento em projetos de produção ambiciosos: todos fizeram uma transição rápida de meros intermediários para criadores de conteúdo original, com sucessos como House of Cards e Arrested Development. A receita da Netflix subiu 24% no primeiro trimestre deste ano.
No mercado da música, o streaming também está “comendo” os downloads, a ponto de a receita de streaming do Spotify estar começando a superar a de downloads do iTunes em certas partes da Europa. Entretanto, o download de filmes ainda está crescendo (embora num ritmo menor que o streaming) e chegou a US$ 1 bilhão em receita pela primeira vez no ano passado.
A PwC também anunciou que e-books devem ultrapassar os livros impressos no Reino Unido como o formato de leitura mais popular até 2018, com a receita do setor triplicando nos próximos quatro anos.
Com informações de The Guardian






