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Relatório indica que o Conficker ainda é a maior ameaça cibernética para as empresas

A Microsoft lançou a 12ª edição do seu relatório de Inteligência de Segurança, que constatou que o worm Conficker (programa malicioso que se replica e espalha para outros computadores) foi detectado cerca de 220 milhões de vezes em todo o mundo nos últimos dois anos e meio. De acordo com o relatório, as detecções trimestrais do worm Conficker aumentaram em mais de 225% desde o início de 2009. Somente no quarto trimestre de 2011, ele foi detectado em 1,7 milhão de sistemas em todo o mundo.

Ao tentar detectar o porquê da presença constante nas organizações, a pesquisa mostrou que 92% das infecções foram causadas por causa de senhas fracas ou roubadas, e 8% explorava vulnerabilidades para as quais já existe uma atualização de segurança.

“O Conficker é um dos maiores problemas de segurança que enfrentamos, mas está ao nosso alcance nos defender dele”, disse Tim Rains, diretor de Computação Confiável da Microsoft. “É extremamente importante que as organizações se concentrem nos fundamentos básicos de segurança para se protegerem contra as ameaças mais comuns”, completa o executivo.

O relatório também revelou que muitas das ameaças classificadas como ‘ameaças avançadas persistentes’ ou ‘Advanced Persistent Threats – APTS’ não são mais avançadas ou sofisticadas do que outros tipos de ataques. Na maioria dos casos, eles potencializam vetores já conhecidos, como a exploração de senhas fracas ou roubadas e vulnerabilidades para as quais já existem atualizações de segurança, mas o seu sucesso está na persistência e determinação para tentar táticas diferentes que comprometam o alvo.

“Rotular ameaças cibernéticas como ‘avançadas’ pode levar ao erro, desviando a atenção das empresas para as questões básicas de segurança que podem evitar que ameaças mais comuns se infiltrem em seus sistemas”, diz Tim Rains.

É recomendado que os usuários adotem senhas fortes e instruam os funcionários sobre a importância delas; mantenham os sistemas atualizados; adquiram seu software de antivírus por meio de uma fonte confiável; invistam em soluções de segurança novas e de qualidade e considerem a nuvem como um recurso corporativo.

O relatório é feito duas vezes por ano. Este último relatório, Volume 12, fornece insights sobre dados de ameaças online, com novas informações sobre o período de julho a dezembro de 2011. Ele analisa também dados de mais de 100 países. Mais informações estão disponíveis em http://www.microsoft.com/sir.

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