Primeiro supercomputador reconfigurável do mundo começa a funcionar
Nesta semana, um supercomputador chamado Novo-G começou a funcionar na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
Por ser um computador reconfigurável, ele consegue rearranjar seus circuitos internos para atender às necessidades do problema que tem por resolver. As aplicações desse tipo de máquina vão desde os satélites espaciais até os supercomputadores de pesquisa. Eles poderão ser usados “em qualquer lugar onde tamanho, energia e alta velocidade são importantes,” diz o pesquisador Alan George.
O LapTop Voador, um computador reconfigurável pequeno, deve ir ao espaço em 2012.
Os computadores reconfiguráveis combinam o funcionamento das máquinas tradicionais e especializadas.
Nos computadores tradicionais são usados os chamados “componentes de lógica fixa” para desempenhar uma grande variedade de tarefas. Mas esse enfoque exige uma quantidade significativa de energia e espaço adicionais, não importando qual seja o trabalho a ser feito.
Por outro lado, computadores especializados, dirigidos para uma tarefa específica, podem ser construídos para realizar determinadas tarefas de forma muito mais eficiente. Mas eles não são flexíveis, e só sabem fazer uma coisa.
Já os computadores reconfiguráveis unem o melhor desses dois mundos. Isso porque eles podem reorganizar seus circuitos internos como se fossem blocos de Lego, criando a arquitetura mais apropriada para cada trabalho. O resultado é que um computador reconfigurável pode ser entre 10 e 100 vezes mais rápido do que os computadores comuns do mesmo tamanho, mas usam até 10 vezes menos energia.
Embora o conceito de computador reconfigurável já esteja bem demonstrado, eles continuam em estágio de pesquisa, principalmente porque não são muito fáceis de usar. Um dos objetivos da pesquisa com o Novo-G é justamente desenvolver ferramentas que possam tornar os computadores reconfiguráveis mais acessíveis.
“É uma tecnologia poderosa, mas é também uma tecnologia muito complicada,” diz George. “Nós não queremos que essa tecnologia tão importante seja acessível apenas para especialistas”, conclui.







