Pesquisadores do MIT criam novo protocolo de Internet para clientes mobile
Ao trocar o TCP pelo UDP, dois pesquisadores do MIT conseguiram criar o State Synchronization Protocol (SSP) – um novo protocolo de Internet voltado para estabelecer e sustentar as conexões irregulares de banda larga típicas de dispositivos móveis conectados a redes wireless – e o Mosh (“mobile shell”), um aplicativo de terminal remoto que tem como objetivo garantir a segurança dessas conexões. Eles foram apresentados no mês passado, durante a USENIX Annual Technical Conference 2012.
O Transmission Control Protocol (TCP), usado pelo SSH, trabalha com a suposição de que os dois endpoints que ele conecta são fixos, e que a informação trocada deve ser recebida na ordem em que foi enviada.
Entretanto, em conexões móveis, pelo menos um dos endpoints estará se movendo, trocando entre redes Wi-Fi, de computadores e de celulares, e isso é algo com o qual o TCP não está equipado para lidar de forma efetiva. Consequentemente, sessões SSH são facilmente perdidas. Além disso, em comunicações em tempo real, a informação mais importante é a mais recente.
A natureza sem cidadania do But User Datagram Protocol, perfeita para servidores que respondem a pequenas consultas de um grande número de clientes, e seu modelo de transmissão que não se preocupa em receber bytes na ordem correta, mas sim com sincronizar objetos e com receber as telas mais recentes, o tornam adequado para a rede mobile.
Além disso, o SSP não usa endereços IP para identificar endpoints. Em vez disso, ele usa credenciais criptografadas, que também evitam que as conexões sejam sequestradas por criminosos. Assim, o SSP não tem problemas para identificar um ou mais endpoints que estão em movimento e para manter a conexão ativa.
Enquanto o Mosh, o único aplicativo que atualmente usa o SSP, pode ainda não ter um futuro definitivo, os pesquisadores acreditam que o State Synchronization Protocol seria perfeito para aplicações como GMail, GChat e Skype.
Mais detalhes sobre Mosh e SSP estão disponíveis aqui (vídeo) e aqui.
Com informações de Help Net Security







