Pesquisadores desenvolvem bits plastificados, que aumentam capacidade de HDs em cinco vezes
Se os grânulos magnéticos puderem ser isolados uns dos outros, impedindo o contato magnético entre eles, é possível colocar muito mais bits por área sem risco de perda dos dados.
Para colocar mais dados em um disco rígido, é necessário diminuir o bit, a porção de material magnético responsável por guardar um 0 ou um 1. Mas bits muitos pequenos perdem a magnetização ou começam a influenciar-se mutuamente, o que resulta na perda do dado.
Entretanto, o químico Christopher Bates, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, encontrou uma solução para esse problema: “plastificar” os bits. Se os grânulos magnéticos puderem ser isolados uns dos outros, impedindo o contato magnético entre eles, é possível colocar muito mais bits por área sem risco de perda dos dados. Bates conseguiu fazer isso usando um material chamado copolímeros de bloco, e o processo funciona sozinho, por automontagem.
O segredo da técnica está na forma de deposição do polímero que, nas condições adequadas, organiza-se sozinho, sem nenhuma intervenção externa, para formar pontos ou linhas. Caso a superfície onde o processo de automontagem vai acontecer já tiver algumas saliências que funcionem como guias, o polímero forma os padrões exatos necessários para a deposição do material magnético do disco rígido.
O polímero forma os padrões exatos necessários para a deposição do material magnético do disco rígido – cada trilha tem até 20 nanômetros de altura.
De acordo com Grant Wilson, coordenador do grupo, o esperado era que o processo pudesse ser realizado em menos de 48 horas, mas eles já estão abaixo de 30 segundos.
Por ser muito simples e rápido, o processo atraiu a atenção da HGST, uma das maiores fabricantes de discos rígidos do mundo. A HGST é resultado de uma junção da Hitachi com a Western Digital.
“Os padrões de pontos minúsculos podem se automontar em estruturas verticais ou perpendiculares em dimensões nunca vistas,” comentou Thomas Albrecht, cientista da HGST. “Isso facilita a gravação na superfície de um disco mestre para a nanoimpressão, o que é exatamente o que nós precisamos para fabricar mídias padronizadas para discos rígidos de maior capacidade,” acrescentou.
Agora, a empresa e o grupo de pesquisa estão trabalhando em conjunto para adaptar os “bits plastificados” para o processo de fabricação em escala industrial.
Com informações de Inovação Tecnológica









