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17 abr, 2024

Pesquisa: trabalhadores de TI no Brasil priorizam equilíbrio entre vida pessoal e profissional na hora de buscar emprego

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A rápida evolução da tecnologia resultou numa elevada procura de pessoas com competências digitais avançadas, criando um desafio para as empresas na contratação de especialistas em TI qualificados. Segundo relatório global da Gi Group Holding, um número significativo de 47,3% das empresas em 13 países-chave luta para encontrar pessoal proficiente em competências digitais avançadas. Apenas 12,4% dos entrevistados disseram não ter tido dificuldades.

No Brasil, o índice de empresas que sofrem “um pouco” ou “em grande medida” para encontrar funcionários com habilidades digitais avançadas ficou próximo da média global, em 43,7%; e somente 10,9% relataram não apresentar dificuldades.

O novo relatório global destacando as tendências de RH na tecnologia da informação (TI) é fruto de uma parceria entre a Gi Group Holding com a maior universidade tecnológica da Itália, Politecnico di Milano, e com a empresa de inteligência de dados INTWIG Data Management. Este extenso estudo foi realizado em 13 países-chave: Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Itália, Polônia, Portugal, Romênia, Espanha, Turquia, Reino Unido e EUA.

“A escassez global de profissionais qualificados na área de tecnologia é resultado da oferta limitada de candidatos e da acirrada competição entre as empresas em busca desses profissionais, frequentemente disputados por diversos recrutadores. Isso porque a indústria de TI destaca-se como o setor de crescimento mais acelerado em escala global, uma tendência que se espera que persista nos próximos anos. A tecnologia está moldando a forma como as pessoas vivem e trabalham, abrindo novos modelos de negócio e possibilidades criativas”, afirma Alex Campos, gerente de Executive Search da Gi Group Holding .

TI

Na lista global de profissionais com competências tecnológicas avançadas que serão cada vez mais procurados estão: especialistas em Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (35%), Desenvolvedor de Software e Aplicativos (32%), Analista de Segurança da Informação (30,5%), Analista de Segurança da Informação (30%) e Engenheiro de Robótica (29%). No Brasil, aparecem no topo: Especialista em Marketing Digital e Estratégia (40%), Especialista em IA e Machine Learning (35%), Analista de segurança da informação (35%), Desenvolvedor de software e aplicativos (34%) e Profissional de banco de dados e rede (32%), Engenheiro de robótica (31,5%) e Analista de Dados e Cientista de Dados (30%).

IMAGEM DA PESQUISA

“As direções da indústria de Tecnologia da Informação não são meramente o desdobramento de avanços tecnológicos – elas são um reflexo da geopolítica, da educação, da cultura e da economia global. De fato, cinco principais tendências delineiam esse panorama: a ampla adoção de tecnologias de vanguarda, tais como inteligência artificial, análise de grandes volumes de dados, computação em nuvem, cibersegurança e tecnologias sem fio avançadas, como o 5G. Essas ferramentas tecnológicas inovadoras capacitam empresas de todos os portes e locais, permitindo que elas liderem em serviços e modelos inovadores, impulsionando assim uma evolução e expansão contínuas na indústria”, analisa Alex Campos.

Prioridades dos profissionais de TI

Os insights da pesquisa destacam as prioridades dos profissionais de TI e dos candidatos. Globalmente, 49% priorizam o salário, 31,2% enfatizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e 21,1% buscam funções de baixo estresse. Além disso, 25,3% valorizam a progressão na carreira, enquanto 13,1% priorizam o desenvolvimento contínuo de competências.

Entre os profissionais no Brasil, 34% destacam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, 30% valorizam a progressão na carreira e 26% priorizam salário. A pesquisa mostra ainda que 26% enfatizam a flexibilidade na gestão das atividades de trabalho (trabalho remoto, etc.), 20% buscam funções de baixo estresse e 20% consideram importante valores corporativos e políticas inclusivas no local de trabalho.

IMAGEM DA PESQUISA

Os dados sobre os profissionais de tecnologia no Brasil em comparação com o mundo é relevante devido à forte globalização que vivemos, e destaca o fato de o Brasil ter se tornado, nos últimos anos, uma opção financeira e tecnicamente viável para prestação de serviços em TI e epicentros corporativos.

“Culturalmente no Brasil atuamos com um racional de alta priorização na remuneração ao contratar ou reter profissionais, mas precisamos entender as necessidades de cada grupo, sendo que a partir de uma certa remuneração salarial as prioridades mudam drasticamente. Em 2019, pouco antes da pandemia atingir o Brasil, fizemos um estudo com tais grupos para entender o que atrai a atenção destes, e 89,2% priorizavam crescimento e reconhecimento’, 75,2% ambiente relacional e foco nas pessoas e 56,7% melhorias salariais. Vimos, então, que a necessidade por melhores ganhos muitas vezes significava mais do que um aumento, e sim também melhorias em suporte médico para família, investimento para estudo, deslocamentos, entre outros”, comenta Alex Campos.

 Retenção de talentos

“A pesquisa mostra que o trabalho flexível é uma das principais prioridades para os profissionais de TI que estão procurando um novo emprego. Embora a porcentagem de forças de trabalho totalmente remotas tenha caído drasticamente desde a pandemia de Covid-19, o trabalho híbrido está se tornando mais popular – segundo algumas estimativas, 39% dos novos contratados se juntarão a equipes com arranjos de trabalho híbridos”, afirma o gerente da Gi Group Holding.

Surpreendentemente, globalmente, apenas 15,8% dos trabalhadores de TI estão totalmente remotos. A maior diferença é que 50,3% dos trabalhadores de TI gostam de trabalho híbrido, em comparação com 23,3% da população geral. No Brasil, essa proporção está 38% e 19,6%, respectivamente, sendo que somente 8% dos profissionais de TI estão totalmente remotos.

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Ranking de estresse

O relatório também investigou o que causa mais estresse aos profissionais de TI no trabalho, que é considerado um ponto de atenção na hora de procurar emprego. Na média dos países, a carga de trabalho (46,6%) e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (39,2%) lideram a lista das causas de estresse. Objetivos e planos de crescimento indefinidos foram mencionados por 29,1% dos entrevistados.

No Brasil, a carga de trabalho (50%) e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (44%) também aparecem no topo do ranking de causas de estresse. Em seguida vem mudanças organizacionais e incertezas (32%) e conflitos com meus colegas e gestão de recursos, ambos com 26%.

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Segundo a pesquisa, os profissionais de TI geralmente adquirem competências e habilidades por meio de treinamentos organizados pelos seus empregadores (39,1%) – no Brasil, esse percentual é de 54%. No entanto, muitos deles utilizam cursos e plataformas de treinamento online (33,7%) fora do seu trabalho; índice de 38% no País.

“Num ambiente marcado pelo rápido progresso tecnológico, promover uma cultura de educação contínua é um fator crucial para as empresas garantirem a sua vantagem competitiva. Ao mesmo tempo, é fundamental que os profissionais continuem aprimorando suas habilidades para manter a relevância no setor. Muitos profissionais de TI são proativos no seu desenvolvimento. Assim, as iniciativas de aprendizagem autônoma são importantes para os trabalhadores que buscam um diferencial no mercado de trabalho”, afirma Alex Campos.

Crescente demanda por soft skills 

As competências técnicas não são os únicos critérios de contratação importantes em 2023. Com o aumento do trabalho remoto e o maior foco na empatia com os clientes em todo o cenário empresarial, muitas empresas veem com bons olhos as habilidades cognitivas, de gestão e tecnológicas, assim como aquelas que contribuem para a autoeficiência e o trabalho em grupo. O Pensamento Analítico é a soft skill mais apreciada, seguida pelo Pensamento Criativo, Resiliência, Motivação e Curiosidade.

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