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Pesquisa revela que empresas não estão preparadas para garantir segurança e privacidade de dados

Os resultados deixam clara a fragilidade da gestão dos riscos financeiros e de reputação relativos ao vazamento ou uso indevido de informações pessoais.

De acordo com o estudo global Edelman Privacy Risk Index, realizado pela Edelman em parceria com o Ponenon Institute, as empresas estão despreparadas quando o assunto é a segurança e a privacidade dos dados coletados diariamente.

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Os resultados deixam clara a fragilidade da gestão dos riscos financeiros e de reputação relativos ao vazamento ou uso indevido de informações pessoais. Além disso, mostram que as empresas não estão reagindo com rapidez suficiente ao deparar com problemas.

No Brasil, a pesquisa apurou que 51% dos entrevistados afirmaram que a sua organização não considera privacidade e segurança de informações pessoais uma prioridade da empresa. 43% consideram que a sua empresa não tem experiência, treinamento ou tecnologia para proteger informações pessoais, e 40% dizem não contar com os recursos adequados; além disso, apenas 26% dos entrevistados acreditam que a sua empresa é transparente sobre o que faz com as informações de clientes e de funcionários, e 52% informaram que a organização é lenta para responder a queixas de consumidores e de órgãos regulatórios.

Os números revelam que a realidade das empresas está aquém da crescente pressão dos consumidores e da legislação, que esperam que os dados pessoais sejam utilizados de forma responsável e segura.

É também preocupante como problemas com essas informações podem abalar a confiança dos consumidores. Segundo uma pesquisa da Edelman, realizada em 2012, 85% dos entrevistados sentiram que as empresas devem levar mais a sério a segurança e a privacidade de dados, e 70% disseram estar mais preocupados com essas questões hoje do que há cinco anos atrás.

A pesquisa também identificou a falta de entendimento sobre os riscos potenciais relacionados à segurança de dados e privacidade. 51% dos respondentes consideraram que a violação de dados não impacta negativamente sua reputação ou posição financeira, apesar de 71% dos consumidores dizerem que deixariam a empresa depois de uma violação de dados. Por fim, 57% das organizações acreditam que os funcionários não entendem a importância da privacidade e da segurança de dados, e dois terços não se esforçam para capacitá-los para lidar com essas questões.

Foram entrevistados mais de 6.400 executivos responsáveis pelo gerenciamento de dados em 29 países ao redor do mundo.

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