Pesquisa revela que dois em cada três internautas foram vítimas de cibercrimes
De acordo com um relatório de cibercrime 2012 da Norton, linha de antivírus da empresa de soluções de segurança virtual Symantec, dois terços dos internautas adultos já foram vítimas de crimes virtuais no mundo.
Em 2011, quase a metade dos entrevistados afirmou que também foi vítima de alguma ameaça virtual, como malware, vírus, fraude ou roubo.
O levantamento apontou que o custo do cibercrime é estimado em US$ 110 bilhões e atinge cerca de 556 milhões de pessoas todos os anos, número quase três vezes a população do Brasil. Desse custo, 42% referem-se apenas a fraudes. Quando se leva em conta o ônus relativo a roubos, furtos e reparações, esse índice sobe para 85% do total.
A China é o país que mais perde com o cibercrime (US$ 46 bilhões), seguida dos Estados Unidos (US$ 21 bilhões) e Europa (US$ 16 bilhões). O Brasil tem custo anual estimado em US$ 8 bilhões.
Em termos de número de vítimas de crimes virtuais, a Rússia lidera (92% de internautas), à frente da China (84%) e da África do Sul (80%).
De acordo com o relatório da Norton, houve uma mudança de paradigma nas ameaças virtuais. Em 2011, mais usuários afirmaram ter sido vítimas de novas formas de cibercrime, especialmente ligados às redes sociais e aos dispositivos móveis (celulares, tablets etc.), enquanto que dois terços dos entrevistados afirmaram acessar a Internet através desses aparelhos.
Para a pesquisa, isso é um sinal claro de que os piratas virtuais estão passando a focar seus esforços nas plataformas populares, como Facebook e Twitter, por exemplo. Em relação às redes sociais, um sexto dos usuários relatou ter tido seu perfil invadido por um hacker.
No ano passado, diz o estudo, o número de vulnerabilidades somente nos dispositivos móveis dobrou, e 31% dos entrevistados afirmaram ter recebido uma ameaça virtual em seus celulares.
O relatório concluiu que as ameaças ganharam espaço graças ao descuido de internautas, jpa que dois terços deles não usam nenhuma solução de segurança em seus dispositivos móveis, enquanto 44% não sabem da existência de tal ferramenta. O mesmo porcentual dos entrevistados acessa a Internet por redes sem fio desprotegidas.
O estudo destaca ainda que um terço dos entrevistados não sai de sua conta nas redes sociais após cada sessão, enquanto que um quinto deles não checa o conteúdo de um link antes de compartilhá-lo. Além disso, 36% dos participantes confirmaram ter aceito como amigos pessoas que eles não conhecem.
De acordo com a pesquisa, uma das principais barreiras às ameaças virtuais continua sendo o uso de uma boa senha, visto que grande parte dos crimes ainda é realizada através dos e-mails. Mas 40% dos usuários não usam senhas complexas ou não as modificam regularmente.
A pesquisa foi realizada em 24 países, incluindo o Brasil, e entrevistou mais de 13 mil usuários entre 18 e 64 anos.
Com informações de G1








