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Países emergentes estão mais propensos a adotar BYOD que mercados maduros

Estudo da Ovum revelou que a aceitação desse fenômeno em regiões de crescimento é de 74% contra 44% em nações mais maduras.

Um estudo realizado pela Ovum contratado pela PromonLogicalis constatou que o fenômeno Bring Your Own Device (BYOD), que permite que os funcionários levem seus dispositivos móveis para o ambiente de trabalho, está se desenvolvendo mais rapidamente em mercados emergentes.

De acordo com o levantamento, na análise de adoção do BYOD por mercado, 75% dos entrevistados em mercados emergentes de “alto crescimento” (incluindo Brasil, Rússia, Índia, Emirados Árabes Unidos e Malásia) mostraram uma propensão muito maior em usar seus próprios dispositivos no local de trabalho, em relação a 44% em mercados mais maduros.

Os funcionários em mercados de alto crescimento veem o BYOD como uma forma de progredir em suas carreiras, com 79% acreditando que a contínua conectividade com as aplicações de trabalho lhes permite realizar melhor suas funções, em comparação com a parcela de 53,5% em mercados maduros.

“Funcionários em economias emergentes estão demonstrando uma atitude mais flexível em relação ao horário de trabalho e estão felizes por usarem seus próprios dispositivos. Enquanto isso, em mercados maduros, os funcionários se acomodaram em padrões confortáveis de comportamento”, explicou o analista da Ovum, Richard Absalom. Ele acredita que esse comportamento vai moldar futuros padrões de mobilidade das empresas em países de alto crescimento comparados com os maduros e ditar quais mercados irão se beneficiar mais, estruturalmente, com essa revolução no modo e no local onde trabalhamos.

O diretor de soluções tecnológicas da PromonLogicalis, Julian Nakasone, sugere que a tendência do BYOD veio para ficar, especialmente devido à entrada de uma nova geração, mais flexível e conectada, ao mercado de trabalho. “Assim como acontece com muitos novos avanços tecnológicos, o BYOD não é para todas as empresas, e a realidade de cada cliente deve ser avaliada detalhadamente”, afirmou o executivo.

Entretanto, a Ovum alerta as empresas que muitas atividades desse movimento não são gerenciadas. Entre os entrevistados que levam seus próprios equipamentos para o trabalho, 17,7% afirmaram que os departamentos de TI de suas empresas realmente não têm conhecimento disso, enquanto outros 28,4% disseram que os gestores de TIC ignoram ativamente que isso está acontecendo.

“BYOD não gerenciado gera um grande risco de segurança para os dados, e as implicações de perda de dados confidenciais por meio de um dispositivo pessoal podem ser terríveis nas perspectivas financeira e de reputação. Todas as empresas devem entender o comportamento de seus funcionários, que pode ser influenciado por sua localização, e devem gerenciá-lo de acordo com seu perfil de risco”, conclui Absalom.

A pesquisa contou com a participação de 3.796 consumidores em 17 países – Brasil, Rússia, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Cingapura, Japão, Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Reino Unidos e Estados Unidos.

Com informações de Computerworld

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