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Novo malware tem como alvo servidores Linux e FreeBSD

Chamado de Mayhem, o malware é modular e inclui playloads que causam efeitos maliciosos, mas só infecta máquinas que não estão com segurança atualizada.

Pesquisadores da empresa de Internet russa Yandex descobriram um novo malware que está sendo usado em servidores web LinuxLinux34 conteúdosKali Linux em um Servidor VPS: como, quando e por que usar?DevSecOps · dez 2024Construindo um Windows Service ou Linux Daemon com Worker Service & .NET Core – Parte 2Dev (Back & Front) · jul 2020Criando uma WebApi utilizando .NET, Linux e VSCodeDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em DevSecOps e FreeBSD para torná-los parte de um botnet, sem a necessidade de quaisquer privilégios de root.

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Chamado de Mayhem, o malware é modular e inclui vários playloads que causam efeitos maliciosos, mas só infecta máquinas que não estão com pacotes de segurança atualizados ou que não rodem software de segurança.

Até o momento, os pesquisadores encontraram mais de 1.400 servidores Linux e FreeBSD em todo mundo comprometidos pelo malware, com possibilidade de outros milhares serem atingidos. A maioria das máquinas está localizada nos EUA, Rússia, Alemanha e Canadá.

Três experts de segurança Andrej Kovalev, Konstantin Ostrashkevich e Evgeny Sidorov, que trabalham no portal Yandex, descobriram o malware em servidores *nix. Eles conseguiram rastrear transmissões a partir dos computadores infectados até dois servidores de comando e controle (C&C).

“No mundo *nix, tecnologias que se autoatualizam não são muito usadas, principalmente em comparação com desktops e smartphones. A grande maioria de webmasters e administradores de sistemas precisa atualizar seus softwares manualmente e assegurar que sua infraestrutura funciona corretamente”, afirmou o trio em um relatório técnico. “Para sites comuns, uma manutenção séria é muito cara e normalmente webmasters não têm a oportunidade de fazê-la. Isso significa que é fácil para hackers encontrarem servidores web vulneráveis e usá-los em seus botnets”.

Pesquisadores dizem que esse novo tipo de malware pode funcionar sob privilégios restritos em sistemas. O ataque malicioso é conduzido por meio de um script PHPPHP44 conteúdosPadronizando seu código com PHP CS FixerDev (Back & Front) · mai 2019Docker de imagem. Para rodar projetos PHP em menos de 30 segundosDev (Back & Front) · jan 2026PHP 7.3: conheça as novidades desta versãoDev (Back & Front) · abr 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) mais sofisticado, que possui uma baixa taxa de detecção com os antivírus disponíveis.
A comunicação do sistema é estabelecida com servidores de comando e controle, que podem enviar diferentes instruções para o malware. Como o Mayhem é modular, suas funções podem ser expandidas por meio de plugins e, no momento, oito foram descobertos:

  • rfiscan.so – encontra websites que contêm uma vulnerabilidade remote file inclusion (RFI)
  • wpenum.so – enumera usuários de sites WordPress
  • cmsurls.so – identifica páginas de login de usuário em sites baseados em WordPress
  • bruteforce.so – senhas de força bruta para sites baseados em WordPress e Joomla
  • bruteforceng.so – senhas de força bruta para quase qualquer página de login
  • crawlerng.so – rastreia páginas (pela URL) e extrai informações úteis
  • crawlerip.so – rastreia páginas (por IP) e extrai informações úteis

No caso do rfiscan.so, o malware se espalha encontrando servidores que hospedam websites com uma vulnerabilidade remote file inclusion (RFI) que ele checa usando o arquivo ‘http://www.google.com/humans.txt’. Se a resposta HTTP contém as palavras ‘we can shake’, o plugin decide que o site tem uma vulnerabilidade remote file inclusion (RFI).

Quando o malware explora uma RFI, ou qualquer outra fraqueza mencionada acima, e se instala, ele vai executar um script PHP em uma vítima. Esse script mata todos os processos ‘/usr/bin/host’, checa arquitetura de sistema e SO (seja Linux ou FreeBSD), e então libera um objeto malicioso identificado como ‘libworker.so’.

Enquanto isso, o script PHP também define uma variável chamada ‘AU’, que inclui a URL completa do script que está sendo executado. Ele também executa o script shell que, então, está sendo executado; em seguida, faz um ping no servidor de comando e controle.

O malware também cria um arquivo de sistema escondido, conhecido como sd0, e baixa todos os oito plugins descritos acima.

O Mayhem foi detectado pela primeira vez em abril de 2014 e, segundo o trio de pesquisadores, é uma continuação da campanha de força bruta “Fort Disco”, revelada pela Arbor Networks em 2013.

Com informações de The Hacker News

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