Nova memória holográfica utiliza magnetismo em vez de luz
Chamada de memória holográfica magnônica", a novidade chega para fazer parte do arsenal de um campo emergente conhecido como spintrônica.
Um novo tipo de memória holográfica, desenvolvida por pesquisadores dos EUA e da Rússia, apresentou uma capacidade de armazenamento de dados sem precedentes.
Chamada de memória holográfica magnônica”, a novidade chega para fazer parte do arsenal de um campo emergente conhecido como spintrônica. Além disso, a memória holográfica tem propriedades que permitem seu uso para o processamento.
Ao contrário de outros componentes holográficos, a nova memória não funciona com base em ondas de luz, mas em ondas de spin, uma oscilação coletiva dos spins em materiais magnéticos.
As ondas de spin têm duas vantagens em relação à luz: elas são compatíveis com os componentes eletrônicos atuais e podem operar em comprimentos de onda muito menores, o que significa que os componentes podem ser menores, armazenando mais dados por área.
O feito também é importante por demonstrar experimentalmente que as técnicas holográficas da óptica podem ser aplicadas em estruturas magnéticas, criando o efeito magnônico holográfico.
“Os resultados abrem um novo campo de pesquisa, que deverá ter um impacto tremendo no desenvolvimento de novos componentes lógicos e de memória,” disse o professor Alexander Khitun, da Universidade da Califórnia em Riverside.
Os hologramas estão por todo lado, em notas e cartões de crédito, por exemplo. Já existem hologramas acústicos sendo usados em aplicações sísmicas e hologramas de micro-ondas sendo usados em sistemas de radar, por exemplo.
A holografia magnética, inaugurada agora, permite que os dados sejam lidos e escritos em grandes volumes e de forma paralela, com várias células sendo manipuladas ao mesmo tempo.
De acordo com o professor Khitun, depois de quase uma década trabalhando nessa área, o “momento eureca” veio quando ele decidiu que sua memória holográfica não precisaria substituir os componentes eletrônicos atuais – ela poderia simplesmente complementá-los, trabalhando ao seu lado e tirando proveito dos sistemas já existentes.
Sua ideia é que a memória magnônica – ou magnetrônica – possa ser utilizada em associação com os processadores eletrônicos na realização de tarefas específicas, como reconhecimento de imagens, reconhecimento de voz e no processamento gráfico.
O protótipo usado nos experimentos tem apenas 2 bits, mas a equipe espera ampliá-lo rapidamente porque tudo funcionou a temperatura ambiente.
Com informações de Inovação Tecnológica








