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Nota fiscal eletrônica impulsiona negócios no SMB

Para especialista da FGV, o novo sistema de emissão de documentos fiscais incentiva a informatização e profissionalização das empresas do setor

A obrigatoriedade da implementação da nota fiscal eletrônica tende a impulsionar os investimentos de TI, neste ano, especialmente por parte das empresas de pequeno e médio porte (SMB). Para Jaci Leite, professor do departamento de informática da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o novo sistema, que prevê a substituição do modelo tradicional de nota impressa, exigirá a informatização dos processos das companhias brasileiras – o que favorecerá a profissionalização do segmento.

De acordo com o especialista, as empresas, geralmente, investem em tecnologia por diferentes razões. Em primeiro lugar, por obrigatoriedade, em função de regulamentações. Outra motivação para as companhias responde pela identificação de oportunidades de gerar novos negócios, além das medidas para aprimorar as operações – incluindo, por exemplo, esforços em automação de produção e redução de custos com estoque. “O caso na nota fiscal está na primeira categoria, no entanto, pode funcionar também como um trampolim para a realização de outros investimentos voltados ao próprio negócio da organização”, avalia Leite.

Embora a adoção da nota fiscal eletrônica esteja associada a uma regulamentação, o professor lembra que a disponibilidade de crédito deve estimular investimentos ainda maiores em TI. Como parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) – voltado a substituir documentos contábeis e fiscais impressos por documentos eletrônicos -, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) lançou uma linha de financiamento específica para empresas que buscam migrar para o novo modelo. “As facilidades tributárias tendem a reduzir custos e facilitar o processo de negociação”, complementa o acadêmico, o que propiciaria um salto ainda maior na adoção de tecnologia, com ganho de escala.

“A nota fiscal eletrônica é muito mais justa do ponto de vista de combater a sonegação e equalizar o encargo fiscal”, defende Leite. Além Disso, o especialista acredita que o desenvolvimento do mercado, a partir da tecnologia, deve gerar oportunidades para pequenos provedores de software, já que as pequenas tendem a contratar mais serviços.

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