NOTÍCIA

Mobilidade e sobrevivência no e-business

As empresas que pretendem manter-se e expandir-se
por meio do e-business, buscando vantagens competitivas para suas
atividades, precisam utilizar os portais corporativos como mecanismo
de sobrevivência. Eles podem facilitar e simplificar o acesso
de clientes, funcionários, parceiros, investidores, acionistas
e fornecedores à companhia. É uma interface personalizada
e segura.

Os portais corporativos são excelentes soluções
para as empresas conseguirem melhorar o intercâmbio de negócios,
oferecendo acesso comum a conteúdos e aplicações
baseados em Web. Ou seja, permitem a integração
de dados e contribuem para que o atendimento aos clientes e fornecedores
seja realizado de uma forma personalizada.

Por exemplo, em uma operação pós-venda,
um cliente deseja saber como está o andamento de seu último
pedido. Basta conectar seu PDA Wireless (celular) ao portal para
saber a posição da encomenda. Poderá até
confirmar a data prevista para a entrega. Caso queira fazer uma
alteração no pedido, a operação pode
ser feita on-line. E o portal pode enviar uma mensagem para seu
celular confirmando a mudança.

Para que isso seja possível, é lógico
que ainda há muito a ser melhorado. Mas esse é o
caminho para quem quiser ampliar suas atividades através
das ferramentas de e-business. Muitas empresas já utilizam
seus portais para todas as atividades de campo. PDAs e handhelds
(palmtops) permitem o acesso a informações de gestão.
Mas, agora, eles funcionam on-line, e não mais off-line,
como antigamente. Isso significa que as informações
são atualizadas a todo o momento e não apenas no
final do dia, ou no momento em que o usuário tiver contato
com a base fixa.

O futuro que nos espera é a integração
total entre esses portais corporativos e as soluções
móveis. Para que isso aconteça, alguns obstáculos
precisam ser superados, como o aprimoramento de abrangência
e eficiência dos serviços oferecidos pelas operadoras
de celulares ou pela massificação de hot spots (rede
wifi) em dezenas de milhares de pontos de acesso. Ou seja, ainda
há operadoras que não atuam em todo o território
nacional e não contam com um sinal wireless de qualidade.
Isso restringe o acesso à rede. O exemplo são as
operadoras que oferecem o tráfego de banda larga 144 kbps
apenas para algumas capitais de estado. Em breve, será
oferecida a banda larga por celular em todo território
nacional.

Outro obstáculo, mais simples de vencer,
é a formatação de portais preparados para
serem acessados por equipamentos com displays menores, transformando
assim a solução de mobilidade em uma experiência
produtiva e agradável. Para simplificar, basta dizer que
os portais são hoje desenvolvidos para o uso em desktop,
com telas de, no mínimo, 15 polegadas. Quando falamos em
PDAs e telefones inteligentes, temos uma tela com ¼ deste
tamanho. Portanto, os desenvolvedores de portais precisam repensar
a navegação para que seus usuários possam
acessar as informações com maior facilidade.

O caminho para que todos possam conduzir seu negócio
a qualquer hora e de qualquer lugar já está traçado
e sendo construído. Mas, para conseguir se manter em um
mercado cada vez mais competitivo, as empresas precisam estar
atentas para não serem ultrapassadas. Seus concorrentes
podem estar fazendo negócios com o mundo, inclusive com
seus parceiros – e elas apenas vendo o bonde passar.

*Bete Mello é Engenheira Eletrônica,
formada pela Escola de Engenharia do Rio de Janeiro, curso Cademp
pela FGV, pós-graduada em Sistemas de Informações
pela PUC Rio e diretora a Atrium São Paulo, cooperativa
formada por profissionais de TI, associada à Corporis Brasil
Central de Cooperativas.

* Sérgio Reis é economista formado
pela Mackenzie, sócio da Intemobile, empresa especializada
em soluções de mobilidade.

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Ver perfil