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Microsoft derruba sistemas utilizados por vírus que monitorava webcam

Após ação, milhões de sites legítimos saíram do ar.

Microsoft derruba sistemas utilizados por vírus que monitorava webcam
Imagem: Redação iMasters

A Microsoft tirou do ar vários servidores de controle utilizados por uma praga digital chamada de Njrat ou Bladabindi, que é bastante usada para monitorar a webcam das vítimas. Desenvolvida por um kuaitiano, o malware é, de acordo com a Symantec, mais popular no Oriente Médio e no norte da África.

Gary Warner, especialista em segurança da Malcovery, afirmou que o Njrat tinha capacidade controlar totalmente o sistema infectado, permitindo o roubo de dados e senhas bancárias, mas seu uso popular era o monitoramento das vítimas pela webcam. Em seu blog, ele mostra comunidades do Facebook em que usuários da Njrat trocavam “escravas”, como são chamadas garotas vitimadas pelo vírus ─ as comunidades já foram deletadas pelo Facebook.

Na ação autorizada por um tribunal dos Estados Unidos, a Microsoft tomou posse de 22 domínios pertencentes à norte-americana Vitalwerks, um provedor de Internet responsável pela manutenção do “No-IP”. Esse serviço permite que internautas utilizem IPs dinâmicos –como é o caso de conexões residenciais – e consigam endereços fixos na Internet para abrigar sites ou outros serviços, como jogos. Chamado de “DNS Dinâmico”, ele pode ser oferecido pelos próprios roteadores de conexão à rede.

Entretanto, os serviços da Vitalwerks também são utilizados para fins legítimos. Assim, ao tomar posse dos domínios, a Microsoft acabou derrubando sites inocentes. Na terça-feira, a empresa admitiu que houve um “erro técnico”, mas que a situação já havia sido normalizada.

Para a Vitalwerks, os problemas continuam. A empresa reclama de não ter sido contatada pela Microsoft para retirar os domínios ligados ao vírus. Segundo a companhia, se houvesse comunicação, a derrubada dos sites maliciosos não afetaria usuários inocentes. O intuito da Microsoft era retirar 18 mil endereços e, de acordo com a Vitalwerks, apenas dois mil deles estavam online no momento da intervenção da Microsoft; os outros 16 mil foram derrubados pela própria Vitalwerks.

A Vitalwerks não foi acusada de nenhuma ilegalidade, mas sim de não ter feito o bastante para tirar usuários maliciosos de sua rede. Já a Microsoft acusou o kuaitiano Naser Al Mutairi, autor do Njrat, o argelino Mohamed Benabdellah e outros 500 indivíduos ainda não identificados de terem usado os softwares maliciosos Njrat e Njworm para infectar computadores com Windows.

Segundo a Microsoft, essas pragas foram detectadas 7,4 milhões de vezes nos últimos 12 meses pelos produtos antivírus da companhia. Essa foi a décima operação da Microsoft para derrubar servidores de controle de uma rede zumbi.

Com informações de G1

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