NOTÍCIA

Memória flexível, transparente e 3D é desenvolvida

Pesquisadores da Universidade Rice, nos Estados Unidos, liberados pelo químico James Tour, desenvolveram chips de memória flexíveis e transparentes, que, acreditam seus criadores, são o caminho para aplicações como telefones celulares, que poderão ser enrolados no braço como relógios de pulso.

O novo tipo de memória utiliza óxido de silício como componente ativo, e permite combinar os eletrodos transparentes das telas sensíveis ao toque com outros componentes igualmente transparentes desenvolvidos ao longo dos últimos anos. Além disso, ela é uma substituta muito promissora para as atuais memórias flash, entre outras aplicações.

As células de memória também são muito menores do que as atuais, e são construídas empilhadas umas sobre as outras, formando um chip 3D, e suportam temperaturas altíssimas, o que as torna candidatas também para aplicações espaciais.

A novidade é uma decorrência de um desenvolvimento apresentado pela mesma equipe em 2010, quando ela construiu nanotransistores de dois terminais, medindo apenas 5 nanômetros, o que é muito menos do que o padrão da indústria eletrônica atual.

Os nanotransistores são canais de cristais de silício puro criados quando se aplica uma forte carga elétrica no óxido de silício, um isolante largamente usado pela indústria eletrônica. A tensão inicial parece arrancar átomos de oxigênio do óxido de silício. Como consequência, cargas cada vez menores repetidamente interrompem e reconectam o circuito, transformando-o em memória não volátil. Assim, um sinal de menor tensão pode ser utilizado para ler a memória, sondando seu estado sem alterá-lo.

A partir daí, a equipe desenvolveu a memória de dois terminais, permitindo que as células individuais fossem empilhadas em uma configuração tridimensional, e postas sobre um substrato flexível.

A inovação foi apresentada nesta semana pelo professor Tour durante a reunião da Sociedade Americana de Química. Ele disse que os resultados completos serão publicados em um artigo científico nas próximas semanas.

Com informações de Inovação Tecnológica

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