Malware Conficker esteve presente em mais de 52 mil ataques no Brasil em um ano
País ficou em sexto lugar no mundo como o país em que as pessoas estão mais expostas a ter riscos à privacidade por uso de apps móveis.
O levantamento “Desafios de cibersegurança↳Segurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps → enfrentados por um mercado econômico de rápido crescimento”, divulgado pela Trend Micro, revelou que o Brasil possui um alto volume de ataques do tipo DOWAD, malware que viola servidores com usuário e senha, com o Conficker estando presente em mais de 52 mil ataques realizados no país em um ano.
De acordo com o estudo, no primeiro trimestre, o Brasil ficou em sexto lugar no mundo como o país em que as pessoas estão mais expostas a ter riscos à privacidade por uso de aplicativos móveis. No período, foram criados 10 novos tipos de phising para ataques a smartphones.
Além disso, a pesquisa apontou que o volume de spams enviados a partir do Brasil é alarmante quando comparado com o resto da América Latina. Enquanto o líder Brasil tem um volume de 36,30%, o México, que é o segundo colocado, tem 18,10%.
Entre as razões para isso estão o elevado número de sistemas desprotegidos que se tornam redes zumbis de disparo de spams e a falta de conhecimento sobre os reais riscos do phishing e dos spams. Esses fatores tornam a população local ainda mais suscetível a crimes de engenharia social e ataques baseados em e-mails.
O estudo também revelou que 58% das URLs maliciosas da América Latina estão hospedadas no Brasil – no México, estão 12,35%. Outro item destacado pelo levantamento é com relação às botnets, os agentes de softwares que executam automaticamente uma ameaça: o Brasil é conhecido como um terreno ativo de servidores de comando e controle, que controlam as botnets e comprometem os computadores. Apenas em maio deste ano, a Trend Micro detectou 39 servidores de comando e controle no país.
A presença do Conficker no Brasil é confirmada por outros levantamentos do setor de segurança da informação. Em maio, a F-Secure divulgou que o país foi o principal ponto de partida dos ataques do malware. Do total detectado, 26% das infecções saíram do país.
A Symantec colocou que o Brasil segue como o nº 1 na América Latina em atividades maliciosas e está na 4ª posição mundial, ficando atrás apenas dos EUA, China e Índia. Os ataques por malwares cresceram 81% e foram detectados 403 milhões de variantes exclusivas em 2011. Com relação ao Conficker, a empresa afirmou que, em 2012, o malware contaminou mais de 220 milhões de máquinas no mundo.
Com informações de Convergência Digital








