A partir do iOS 26.5, desenvolvedores brasileiros podem distribuir apps fora da App Store. Isso representa uma virada no ecossistema mobile no país. Portanto, é hora de entender o que essa mudança implica na prática.
O acordo que tornou o iOS mais aberto
O CADE homologou em dezembro de 2025 um acordo com a Apple. A investigação teve origem em uma denúncia do Mercado Livre. Assim, como parte desse acordo, a Apple introduz mudanças no iOS para o Brasil.
A investigação previa multa de até R$ 150 milhões. Além disso, havia previsão de retomada das investigações em caso de descumprimento. Ou seja, a Apple não estava aqui por gentileza.
iOS 26.5: o que é liberado para desenvolvedores
Com a nova versão, as possibilidades concretas são:
Distribuição de apps em lojas alternativas à App Store. Operação de lojas de aplicativos próprias. Processamento de pagamentos fora do sistema da Apple. Além disso, novas formas de monetização direta com o usuário final passam a ser viáveis.
Isso afeta diretamente o modelo de comissão da Apple. Portanto, transações que antes obrigatoriamente passavam pela big tech agora podem tomar outros caminhos.
A Apple mantém controle via notarização
Apesar das novas liberdades, a Apple mantém um mecanismo chamado notarização. Ou seja, apps distribuídos fora da App Store ainda precisam de autorização da Apple para rodar nos dispositivos.
Da mesma forma, lojas alternativas precisam cumprir requisitos de autorização. Portanto, não é um sistema aberto como o Android. É, na prática, um modelo intermediário.
A Apple justifica com segurança. Contudo, críticos apontam que esse controle residual ainda preserva poder relevante sobre o ecossistema iOS.
Prazo importante: atualize seu contrato
Até 6 de julho de 2026, todos os membros do Apple Developer Program precisam aceitar o novo contrato de licença. Esse documento inclui os termos que permitem as novas opções no Brasil. Logo, verifique seu status no portal de desenvolvedores o quanto antes.
O que o iOS ainda não resolveu
Vale mencionar o que não está incluído nesse acordo. Pix na Apple Pay segue fora do escopo. Sendo assim, quem esperava essa integração terá que aguardar outros desdobramentos.
iOS no Brasil: um ecossistema com novas camadas
Para devs independentes, essa mudança abre espaço para negociar margens melhores. Todavia, a complexidade operacional aumenta. Manter apps em múltiplas lojas exige infraestrutura adicional.
Por outro lado, quem constrói ferramentas B2B pode simplificar distribuições corporativas. Em resumo, o iOS no Brasil deixa de ser canal único. Consequentemente, decisões de distribuição entram na pauta de produto com mais peso do que antes.
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