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21 out, 2016

InterCon 2016: Twitter ensina como construir e escalar aplicações multiplataforma

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Em sua 14ª edição e cada vez mais focado em desenvolvimento web de alto nível, o InterCon reuniu desenvolvedores e palestrantes de alto nível no final da tarde desta sexta-feira (21) no WTC em São Paulo. A primeira palestra da noite foi “Twitter know how: building and growing multiplatform applications”, apresentada por Ali Parr, Head of International Plataform do Twitter.

“O Twitter é a porta de entrada pra qualquer um que mexe com a “massa”, a “estrutura básica” de data science, as APIs”, disse Luli Radfahrer, Professor-Doutor da USP e apresentador do InterCon.

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Engenheiro de Software, Ali já trabalhou no Facebook e em projetos como Candy Crush. Durante a palestra dele, ele apresentou as seguintes boas práticas de trabalho em programação:

  • Speed Matters;
  • Fix your funnel;
  • Understand your users;
  • Build for the world;
  • Teste, iterate e measure;
  • Outsource.

“No Twitter temos a filosofia de nos mover rápido a medida que as coisas acontecem. Mesmo as pessoas que acabaram de entrar têm acesso a toda a base de código”, disse Ali.

Para ele, “a medida que a tecnologia amadurece a velocidade aumenta, por isso o tempo que você leva para entrar no mercado e construir soluções é muito importante”. Apesar desta velocidade, para ele, a cultura é mais importante que ferramenta. “Nenhuma ferramenta vai te salvar, mas o que pode facilitar e inovar a vida das pessoas?”, ressalta ele.

“A medida que a tecnologia amadurece a velocidade aumenta: o tempo que você leva para entrar no mercado e construir soluções é muito importante”.

Pensando no funil de usuários dos aplicativos, a realidade é que muita gente baixa o App, mas simplesmente não interage ou se engajam com ele. Para ele o mais importante é melhorar o “Churn” e depois melhorar a aquisição.

Atenção aos downloads

O número de usuários que baixam o App não importa se eles não permanecem na aplicação. O modelo precisa ser sustentável, o que importa realmente é a fidelização dos usuários. “A linha de retenção (pensando ainda no funil) precisa ser uniforme, o que significa que os usuários estão achando o seu aplicativo útil”, disse.

O Aplicativo de relacionamentos “Ok Cupid”, por exemplo, aponta o “par ideal” de acordo com perguntas específicas (e inusitadas) sobre personalidade. No caso do “Ok”, os usuários do sexo feminino (entre 20 e 21 anos) preferem homens com 23 anos e as mulheres com 22 anos procuram por homens de 24 e assim por diante. “São dados como esses ajudam os desenvolvedores do App a construírem o engajamento e terem insights. Lembre para quem você está construindo o App”, aponta.

Quando você vai checar a escala do seu dispositivo pense na retenção. Métricas erradas podem levar à conclusões erradas. “É preciso ser rigoroso com as estatísticas. Teste com usuários e dados para ter resultados positivos”.

Além disso, para Ali, é preciso abrir a mente para o outsource e terceirizar determinados “jobs”. “O meu conselho é: se você não for uma empresa que faz campanha de e-mails ou push, por exemplo, passe a bola para empresas que são especializadas nisso. O tempo é muito mais valoroso que ficar construindo ferramentas específicas para o seu App”, disse.