Dev (Back & Front)

22 out, 2016

InterCon 2016: Desenvolvimento para experiências em real time com foco na segunda tela

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O segundo dia do InterCon 2016, no Auditório Interface, começou com a abertura do professor-doutor da USP, Luli Radfahrer (veja aqui a cobertura da palestra dele, que aconteceu ontem). Luli ressaltou o objetivo do iMasters de trazer o desenvolvedor para o centrod a discussão do InterCon e do desejo de debater o futuro da tecnologia, inclusive o da interação.

“O mundo mudou depois que três termos surgiram: o clique, o duplo clique e o arrastar. Mas também mudou quando eles perderam tanta força com o mobile; afinal, ninguém ‘duplo-clica’ o smartphone. Hoje, vamos questionar os limites da tecnologia e da interação”, afirmou o apresentador.

Luli lembrou ainda como as pessoas se dividem entre a TV e a famosa segunda tela do smatphone. E o Twitter é a segunda tela mais famosa hoje em dia. “E é também a que está mais próxima do usuário, porque ela é ágil”, disparou.

E para falar do Twitter como segunda tela, Juliana Chahoud, developer advocate e partner engineer do Twitter, subiu ao palco. Juliana começou falando sobre como o casamento TV e Twitter deu tão certo. A explicação? Twitter é global e público.

“As pessoas esperam que estranhos leiam tweets e não necessariamente só amigos. E o brasileiro gosta de interagir, de saber a opinião das pessoas, se elas pensam como ele. E isso funcionou muito bem, até porque, as pessoas não seguram mais controle remoto. Eles seguram o celular. Elas não trocam de canal!”, explicou Juliana.

Outro motivo é o fato dele também ser real-time. Muitos programas ao vivo, inclusive, mostram na tela do telespectador tweets relacionados ao que acontece na programa. Eles estimulam essa relação, fazem enquetes, disparam memes, respondem mais rápido, interagem melhor. Hoje, 82% dos usuários da rede social a usam com segunda tela.

Ela lembrou ainda que o Twitter é um dos maiores espaços hoje para breaking news. “Muitas notícias aparecem primeiro na timeline, vinda de um usuário qualquer, para, depois, a mídia publicar. Muitas vezes, a própria mídia fica sabendo do acontecido por lá e depois vai averiguar e trazer uma apuração mais aprofundada, mas com um certo delay”, frisou.

A relação dev x Twitter

Juliana é a responsável por ajudar empresas a implementar soluções do Twitter e, recentemente, realizou projetos com TV Record, TV Asteca, no México, por exemplo. E para explicar como os devs podem fazer uso do Twitter nos seus projetos, ela fitou, por exemplo, o Fabric, que é um plugin ou um app que facilita esse processo através do answers, digitis, mopub e do Twitter kit.

juliana

Outro ponto abordado foram as APIs do Twitter, como a REST, que facilita a criação de bots e serviços. Um caso muito comum é criar calendários para atualizar seus leitores de programações, como fez o SporTV como todos os usuários que tuitavam sobre a Rio 2016.

Já o Twitter pra web é usado para, por exemplo, embedar conteúdo, criando uma a experiência, por exemplo, de assistir um programa e acompanhar uma timeline que fala só sobre ele em uma coluna exatamente ao lado.

[awprm urls=https://imasters.com.br/noticia/intercon-2016-twitter-ensina-como-construir-e-escalar-aplicacoes-multiplataforma/,https://imasters.com.br/noticia/intercon-2016-serveless-e-os-principios-de-um-novo-paradigma-de-arquitetura-de-apps/]

Ao ser perguntada como fazer com aqueles tweetes indesejáveis? Juliana mostrou que é simples: basta criar uma blacklist para bloquear tweets contendo certas palavras. Mas também é possível pode fazer isso manualmente mesmo, excluindo um tweet da sua timeline.

Ao final, Juliana fez uma demonstração de como o próprio InterCon poderia usar o o Twitter Ki, do Fabric, no próprio evento. Em questões de segundo, ela usou o XCode para criar um app iOS, que compilou todos os tweets com a #InterCon2016. Assim, ficaria mais fácil saber tudo o que se passou no evento e o que as pessoas comentaram a respeito. Depois de criar o app, ela mostrou para os participantes como embedar o app em algum site de conteúdo. E foi tudo em questão de minutos!

Para quem ficou curioso e quer se aproifundar mais no assunto, Juliana deixou, ao final da apresentação, links bem interessantes!

links

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