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IBM investe US$ 3 mi em centro para mainframes no Brasil

Centro brasileiro será o quarto no mundo, e servirá como impulsionador do uso de novas tecnologias dentro dos mainframes

Respondendo por 75% do mercado, o mercado de mainframes no Brasil está longe de morrer, como insistem em pregar alguns. E se depender da IBM então, este cenário não se realizará mesmo.

A partir de 1º de julho, a empresa coloca em operação no Brasil seu System z Center, centro de desenvolvimento onde as empresas poderão treinar equipes, testar e criar aplicações baseadas em novas tecnologias como SOA e Web 2.0. “É um ambiente quase que de laboratório, que funcionará como impulsionador da adoção de novas tecnologias em mainfraime”, afirma Paulo Carvão, vice-presidente mundial de venda de software para mainframes da IBM. Segundo ele, a idéia é evitar interferências no ambiente do cliente durante processos de modernização, e servir como ponto de referência de conhecimento, com assessoria técnica para projetos.

Com investimento de US$ 3 milhões em equipamentos e pessoal, o centro será o quarto da empresa no mundo (os outros estão localizados nos Estados Unidos e na China) e funcionará inicialmente com 10 profissionais. Instalado em São Paulo, o centro terá seu “cérebro” – um z9 Business Class e um disco de 14 TB – na fábrica da IBM em Hortolândia, e atenderá clientes do Brasil e da América Latina.

O centro também estará conectado aos laboratórios da IBM instalados no Brasil e no mundo, permitindo o intercâmbio de informações e experiências. “Os laboratórios estão se tornando um conceito virtual com o desenvolvimento de comunidades e da web 2.0”, pontua Carvão.

De acordo com Carvão, alguns trabalhos já estão sendo realizados com clientes de mainframe no Brasil, e praticamente todos estão interessados no centro, com preocupações de modernizar suas estruturas. Como exemplo, ele cita o exemplo da troca do sistema de loterias da Caixa Econômica Federal, no ano passado, que passou do modelo terceirizado para uma solução própria e internalizada, baseada em novas tecnologias. “O dilema dos CIOs hoje é o mesmo de 30 anos atrás: custos e backlog, sendo que hoje, a administração dos recursos de software é mais cara que o hardware”, explica. Para ele, arquiteturas orientadas a serviços são a grande solução para solucionar este problema, pois são baseadas em padrões abertos, e permitem componentizar as aplicações.

Para Carvão, uma preocupação muito forte, é preparar novas gerações para trabalhar com mainframes, já que o público de mainframes começa a envelhecer. Por isso a empresa mantêm parcerias com mais de 300 universidades em todo o mundo. O objetivo, é colocar no mercado dez mil novos profissionais capacitados na plataforma. “Mas estes números terão que ser revistos no Brasil, Índia e China, devido ao grande interesse”, ponderou.

Nos últimos cinco anos, a IBM já investiu US$ 100 milhões, e nesta semana, anunciou em evento nos Estados Unidos, uma nova linha de soluções para desenvolvimento de aplicações e gerenciamento de ambientes de mainframe. Como resultado destes esforços, no primeiro trimestre deste ano, as vendas de servidores cresceram 12% na comparação com o trimestre anterior, e 25% na comparação como o mesmo período do ano passado.

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