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IBM avalia construção de data center para nuvem pública na AL

A IBM está avaliando a construção de um data center na América
Latina para oferta de serviços de nuvem pública. O objetivo seria alavancar o
uso de cloud na região.

De acordo com Jose Luis Spagnuolo, diretor de Cloud
Computing da IBM Brasil, a empresa possui data centers com essa finalidade nos
Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Cingapura e Japão. Logo, “trazer um data
center para a região estaria em linha com os investimentos que temos feito em
mercados emergentes”, afirmou o executivo. Entretanto, ele não informou onde ele será instalado, limitando-se a dizer
que a IBM avalia diversas cidades em toda a América Latina, sem revelar que
critérios estão sendo utilizados para definir a escolha.

Em janeiro, a IBM Brasil anunciou a criação de uma divisão
específica para cloud e, de acordo com Spagnuolo, a evolução tem sido
“fantástica”. Ele afirmou que parte do sucesso pode ser creditada à
consolidação de soluções desenvolvidas em diversas áreas sob um único
guarda-chuva. “A IBM já trabalhava soluções em nuvem em suas divisões. Nossa
área reuniu todos os brands de produtos e serviços relacionados à computação em
nuvem”, explicou.

A divisão de cloud realiza desde o desenvolvimento de soluções até a definição
do modelo de negócios, e tem conseguido apresentar aos clientes brasileiros um conjunto
completo do que é oferecido hoje pela companhia. Segundo o executivo, o mercado
brasileiro está em fase exploratória, querendo entender como a computação em
nuvem pode ser utilizada. Por enquanto, afirmou Spagnuolo, a tendência entre as grandes
empresas é o desenvolvimento de nuvens privadas para a hospedagem de aplicações
críticas e o estudo de nuvens públicas para o restante dos aplicativos.

A empresa tem tido experiências com clientes que desejam adotar a tecnologia,
como o Santander, e essa proximidade tem mostrado que a abordagem baseada
somente em redução de custos começa a perder força. “Percebemos que a nuvem tem
apresentado benefícios que vão além da redução de custos”, disse o executivo,
sem revelar quantos clientes tem no Brasil.

Entre esses benefícios, de acordo com Spagnuolo, estariam reflexos para as
áreas de negócio, já que algumas empresas reduziram sensivelmente seu time to
Market, e para a área financeira. “Alguns CFOs começam a usar a nuvem em suas
estratégias financeiras, já que ela permite administrar custo e investimento de
acordo com as necessidades do cliente”, explicou.

Com informações de Convergência Digital

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