NOTÍCIA

Hezbolá invade sistema de comunicação israelense

O Hezbolá afirmou ter utilizado tecnologia iraniana para interceptar rádios comunicadores do exército israelense durante o mês passado na guerra no sul do Líbano. Os dados obtidos nas escutas foram utilizados para frustrar ataques de tanques israelenses, conforme declararam a organização e os oficiais libaneses.

Embora os rádios usados em comunicações militares alternem entre diversas freqüências de transmissões a cada segundo e possuam criptografia para proteger suas informações, algumas vezes erros acontecem e estas falhas proporcionaram ao Hezbolá a chance de utilizar uma tecnologia capaz de monitorar a troca de freqüências dos rádios.

“Nós pudemos monitorar as comunicações israelenses, e usamos estas informações para ajustar nosso planejamento”, declarou um comandante da organização Hezbolá. Mesmo evitando declarações que pudessem abalar a segurança da milícia israelense, um antigo general do exército de Israel comentou que os líderes militares do país claramente subestimaram o inimigo, e este é um dos exemplos.

“Os israelenses não se deram conta de que estavam lidando com uma força de guerrilha com capacidades de um exército. O Hezbolá investiu muito em recursos de escuta e interceptação de sinais”, declarou um oficial de segurança libanês. Além das escutas em rádios, o grupo já monitorou telefones celulares, o que forçou o exército a adotar medidas contra a divulgação de dados secretos por estes aparelhos.

Não é a primeira vez que tecnologias hackers são utilizadas no conflito entre israelenses e libaneses. No início de agosto de 2006, hackers israelenses invadiram a televisão do Hezbolá, onde substituiram a programação normal com ataques aos membros da organização, fotos e frases de desmotivação aos libaneses.

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