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Hackers comprometeram 1 bilhão de registros de dados em 2014

O “Breach Level Index” revela que os cerca de 1.500 vazamentos comprometeram 1 bilhão de registros de dados no ano passado, alta de 78% em relação a 2013.

Hackers comprometeram 1 bilhão de registros de dados em 2014
Imagem: Redação iMasters

Os ataques hackers para obtenção de informações de clientes estão em alta, é o que mostra relatório divulgado pela empresa holandesa de segurança digital Gemalto. O “Breach Level Index” revela que os cerca de 1.500 vazamentos comprometeram 1 bilhão de registros de dados no ano passado, alta de 78% em relação a 2013.

As informações foram compiladas pela SafeNet e mostram que a principal motivação para os cibercriminosos no ano passado foi o roubo de identidade, com 54% de todos os vazamentos nesta categoria, percentual superior ao do interesse por dados financeiros. Além disso, essas ações representaram um terço dos ataques mais severos, categorizados pelo estudo como “catastróficos”.

“Nós estamos vendo uma clara mudança nas táticas dos cibercriminosos, com o roubo de identidade a longo prazo sendo um objetivo maior que roubar um número de cartão de crédito”, disse Tsion Gonen, vice-presidente de Estratégia para Proteção de Dados da Gemalto. O roubo de identidade pode levar a abertura de contas bancárias fraudulentas, criação de identidades falsas para empresas criminais ou outros crimes mais sérios. Com os vazamentos de dados se tornando mais pessoais, estamos começando a perceber que o risco de exposição para uma pessoa média está expandindo.

E os vazamentos estão se tornando cada vez mais severos. Segundo o relatório, dois terços dos 50 casos mais graves na história aconteceram no ano passado. Além disso, o número de ocorrências com mais de 100 milhões de registros comprometidos dobrou em relação a 2013.

O setor varejista respondeu por 11% de todos os vazamentos ocorridos em 2014, mas, em volume de informações perdidas, a participação alcança 55% (contra 29% em 2013), graças ao uso de novas táticas hackers contra os pontos de venda. No setor financeiro, o número de vazamentos ficou estável, mas o número médio de dados perdidos por ataque aumentou dez vezes, de 112 mil para 1,1 milhão.

“Não apenas o número de vazamentos estão aumentando, como as ocorrências estão se tornando mais graves”, disse Gonen. “Ter uma brecha não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando'”.

O relatório foi apresentado no momento de aumento da preocupação de governos com o ambiente virtual. Na Holanda, um grande ataque de negação de serviço que derrubou sites oficiais nesta semana está sendo investigado pelo Centro Nacional de Segurança Cibernética. Na quarta-feira, a Casa Branca informou que irá criar uma nova agência apenas para tratar das ameaças cibernéticas.

Com informações de O Globo

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