Guerras cibernéticas foram pauta no Latinoware
Com o objetivo de demonstrar que a Guerra Cibernética não é algo atual, Paulo Fernando Curvelo Lamellas, major do Exército Brasileiro, destacou, em palestra na Latinoware, que o primeiro episódio desse tipo de conflito aconteceu em 1999, no fim da Guerra de Kosovo.
Ele citou que o mais conhecido foi o ataque ao governo da Estônia, em 2006, quando o país foi bloqueado por hackers que derrubaram servidores estatais em represálias à remoção de um monumento ao Exército Vermelho Russo.
Nas palavras do oficial: “é preciso entender que a guerra cibernética não é apenas ficção, que infelizmente ela existe e tem se tornado uma grande preocupação”. Segundo ele, o mundo dos hackers tem crescido de forma surpreendente e está afetando toda a sociedade, pois sistemas bancários, sistemas de trânsito, de iluminação, entre outros, estão sendo atacados.
Em sua palestra, o major destacou que, para ocorrer uma guerra cibernética, é necessária a existência de patrocínio estatal, como acontece na China, por exemplo, onde ocorrem muitos ataques aos servidores dos governos do exterior, principalmente ao governo norte-americano. Em 2007, hackers chineses invadiram o computador do secretário da Defesa Robert Gates, mas não conseguiram obter dados confidenciais do Pentágono. E em 2008 invadiram os computadores da Casa Branca.
As dicas para evitar os ataques são velhas conhecidas, mas não custa reforçá-las: uso de senhas e autenticação com modificações periódicas, medidas antropomórficas (como leitura da digital, da íris, entre outros), criptografia, limitando ao máximo o número de usuários com acesso de administrador, entre outras formas.
Via Latinoware







