NOTÍCIA

Grafeno será comercializado em nova tecnologia para baterias

O material grafeno finalmente está preparado para aparecer em produtos comerciais graças a um acordo entre California Lithium Battery e Argonne National Laboratory.

Descoberto em 1962, o grafeno era relativamente desconhecido até Andre Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester realizarem vários experimentos com a substância. Graças a seu trabalho, foi descoberto que o grafeno possui várias propriedades que prometem revolucionar a indústria eletrônica.

O material foi indicado para melhorar o desempenho em transistores, aumentando a capacidade de baterias com íons de lítio em 10 vezes, como uma forma de criar um diodo óptico para comunicações ópticas de velocidades em terabits e até convencendo os elétrons a se moverem na velocidade da luz.

Entretanto, todas essas potenciais aplicações têm uma coisa em comum: estão confinadas ao laboratório. Pelo menos até agora.

A California Lithium Battery (CLBattery), empresa especializada no armazenamento de energia, anunciou que começou a trabalhar para comercializar uma terceira geração da bateria com íons de lítio baseada na tecnologia criada no Argonne National Laboratory. Como resultado, a bateria promete durar três vezes mais do que qualquer coisa no mercado.

O segredo está no material do anodo da bateria de carboneto de silicone da Argonne, que substitui o anodo de grafite tradicionalmente usado em baterias de ions de lítio. Enquanto o carboneto de silicone já teve seu uso descartado em baterias de ions de lítio por sua instabilidade, os pesquisadores da Argonne descobriram que ao aplicar o grafeno ao anodo, um processo chamado de grafitização, o resultado foi um material com duas vezes a capacidade o íon de lítio do grafite sozinho.

De acordo com a Argonne, o uso do carboneto de silicone gratifizado como um anodo gerou uma redução direta no peso do anodo e do catodo em 16%. A tecnologia promete escalar futuras tecnologias de baterias, chegando a uma redução de 50% do peso.

Apesar do desenvolvimento da tecnologia, que deve ser liberada nos próximos dois anos, ela deve aparecer primeiro em aplicações de armazenamento de energia em carros elétricos. Computadores e smartphones devem ter que esperar mais um pouco.

Com informações de bit-tech

Matérias especiais e reportagens conduzidas internamente pela Redação iMasters. Acompanhe no Twitter @imasters e no Instagram/Threads @portalimasters

Ver perfil