NOTÍCIA

Gastos com TI trazem otimismo para 2004

Apesar de as previsões para 2004 não
apontarem um ano tão quente como na época do boom
da internet, no fim dos anos 90, o momento é de otimismo,
segundo Tom Pohlmann, da Forrester Research. E não se trata
de mais um alarme falso, como vinha acontecendo nos últimos
tempos. No terceiro trimestre de 2003, os investimentos em equipamentos
e software cresceram, em comparação ao mesmo período
do ano anterior, 17,6%. A maioria das previsões de fim
de ano aponta que os gastos com tecnologia vão crescer
de 4% a 6% em 2004, segundo noticiou a InformationWeek EUA.

Um dos temas do ano que vem será o software
corporativo. De olho em cortes de custos, as companhias irão
comprar softwares que suportem novas iniciativas envolvendo cadeia
de suprimentos, segurança, armazenamento de dados e a maneira
como esses sistemas interagem com os clientes pela internet. Entre
os principais compradores estão as indústrias de
varejo e seguros, para as quais a tecnologia é o que faz
pulsar os negócios com os clientes, de acordo com a Forrester
Research.

Em pesquisa junto a 818 companhias norte-americanas
com faturamento superior a US$500 milhões, a Forrester
descobriu que 40% delas consideram a substituição
de computadores e upgrades de Windows duas das prioridades para
o próximo ano.

Wireless também mereceu destaque. Segundo
o relatório do instituto de pesquisas, muitas companhias
terão necessariamente que aderir a essa tecnologia. O Wal-Mart,
por exemplo, está forçando seus fornecedores a investir
em identificação por rádio-frequência,
o que ajuda a gigante do varejo a controlar seu inventário.

Há também considerações
em relação aos gastos com telecomunicações.
A previsão é que haja mais empresas e consumidores
conectando seus telefones a serviços baseados em internet
utilizando a tecnologia conhecida como voz sobre IP (ou VoIP).
No começo do mês, três grandes companhias do
ramo das comunicações – Time Warner, Qwest Communications
International e AT&T – anunciaram planos de comercializar
esse tipo de serviço.

Os especialistas também apontaram que algumas
áreas não devem crescer tanto quanto o esperado,
caso do Linux e de outros softwares abertos. O Forrester disse
ter encontrado relativamente poucas companhias que consideram
tal tecnologia crucial ou uma prioridade para o próximo
ano. E o outsourcing também não está na crista
da onda: as companhias que abraçaram o conceito estariam
começando a perceber que ele pode sair mais caro do que
imaginavam.

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