Estudo mostra investimento em segurança no mercado de TI
O mercado de segurança em TI vem crescendo
a cada ano e se tornando um dos pilares de sustentação
de empresas que investiram montantes consideráveis em toda
a infra-estrutura de TI e Telecom. Toda essa infra-estrutura,
cada vez mais complexa e interligada, com múltiplos pontos
de acesso, demanda a adoção de soluções
de segurança capazes de monitorar as tentativas de violação
dos dados gerados por inúmeras transações.
Estima-se, atualmente, que cerca de 5% das verbas
globais de TI sejam destinadas para esse mercado, o que representa
algo em torno de US$ 50 bilhões / ano.
No Brasil, a realidade é bastante diferente.
Devido à baixa maturidade deste tipo de solução,
muitas empresas chegam a investir mais de 10% do seu orçamento
total de TI em segurança. E é justamente buscando
desvendar um pouco mais como essas soluções vêm
evoluindo localmente, que a aliança DMS Br & Meka Consultoria
lançou um estudo que traz a demanda do mercado corporativo
brasileiro nos últimos três anos.
Considerando-se o crescimento na adoção
de produtos de segurança, uma amostra pesquisada de mais
de 5 mil empresas, apresentou um crescimento de mais de 30% entre
2002 e 2003. Segundo Vanessa Cabral, Diretora de Pesquisa da Meka,
“O principal motivo para esse crescimento está ainda
na baixa maturidade tecnológica do mercado brasileiro,
o que desencadeou uma enorme demanda por soluções
de segurança em todos os níveis corporativos já
que os ataques de hackers se tornaram uma ameaça constante”.
Dos diversos tipos de solução de
segurança, o estudo constatou um crescimento acima da média
para Auditoria de Informações, Firewalls, 3A, Filtro
de URL e serviços externos de segurança.
O estudo revela ainda são os segmentos verticais
que mais demandam os diversos tipos de solução de
segurança. Dentre esses destaques, vale ressaltar que o
processo de informatização de pequenas e médias
empresas vem demandando profissionais de TI especializados em
segurança, o que justifica um crescimento de 20% nesse
mercado no último ano. Outras soluções, como
o Filtro de URL e a Auditoria de Informações, apresentam
um maior crescimento nos segmentos que utilizam intensamente meios
eletrônicos para transações comerciais.
Nas quebras regionais, o estudo revela a alta concentração
da demanda por soluções de segurança no Sudeste.
O Estado de São Paulo, analisado isoladamente, é
responsável por cerca de 48% dos produtos e serviços
de segurança de TI, adquiridos entre os anos de 2002 e
2004. As regiões Sul e Sudeste (incluindo São Paulo)
respondem, em média, por 65% do total comercializado no
país, em unidades vendidas.
Mas é importante mencionar que do total
de soluções de segurança que as empresas
pesquisadas afirmaram já possuírem instaladas no
período de 2002-2004, grande parte corresponde a produtos
Antivírus e Firewall. “Esta constatação
confirma que o nível de maturidade das empresas brasileiras
quanto à adoção de ferramentas de segurança
ainda é baixo, pois as soluções de Antivírus
e Firewall são consideradas básicas para qualquer
empresa que opere com PCs e esteja conectada à Internet.
Por isso que acreditamos que esse mercado ainda tem muito a crescer.
Na pesquisa, as empresas que pretendem adquirir novas soluções
de segurança em 2004 vão priorizar os investimentos
em Criptografia e Filtro de URL, ou filtro de acesso ao conteúdo
Web. Essas soluções devem impulsionar o mercado
de software e serviços de segurança, pois são
ferramentas de maior grau de complexidade e que, em geral, demandam
consultoria externa”, comenta Vanessa Cabral.
As prioridades de investimento vão variar
de acordo com a atuação da empresa e seu estágio
de desenvolvimento tecnológico. Por exemplo, o segmento
de Administração Pública pretende investir
em soluções de Auditoria de Informações,
enquanto o setor de Varejo tem como prioridade Filtro URL.
O Estudo apresenta também quebras regionais
por segmento de mercado. Dentro de Administração
Pública, por exemplo, observou-se algumas diferenças
interessantes: as maiores taxas de crescimento para soluções
mais elaboradas se concentraram no Estado de São Paulo
e Região Centro-Oeste. O Sul obteve um crescimento acima
da média em Serviços Externos de Segurança,
enquanto a região Norte se destacou na adoção
da solução 3A.
O mercado de serviços é o que mais
cresce em número de empresas. Trata-se de um segmento bastante
dependente das atividades industriais e que, nas últimas
décadas, cresceu em função dos processos
de downsizing e automação industrial. Este movimento
vem transformando o padrão de consumo do país e
torna viável a abertura de novos tipos de serviços
para atender ao desenvolvimento industrial e à sofisticação
da demanda, tanto corporativa como doméstica. Como reflexo
desse cenário, o setor de Serviços já está
bastante avançado em termos de adoção de
tecnologia. “Praticamente todas as soluções
de segurança apresentaram crescimento em volume de aquisições
no período de 2002 a 2004. Trata-se de uma importante oportunidade
para os provedores de tecnologias de segurança, pois, em
geral, as empresas de serviços possuem estruturas gerenciais
menores e autônomas, possibilitando uma abordagem comercial
mais eficaz”, comenta Vanessa Cabral.
Outra quebra importante do estudo está a
demanda por soluções de segurança em função
do tamanho da empresa. As evoluções percebidas em
tecnologias de Firewall e Detecção de Intrusão
demonstram que as pequenas empresas estão complementando
a infra-estrutura básica de segurança, pois cada
vez mais interagem no ambiente da Internet. Destacam-se os segmentos
de Finanças, Atacado, Serviços-Outros e Varejo.
As médias empresas, por estarem há
mais tempo envolvidas nos processos de integração
das operações com fornecedores e clientes do que
as pequenas empresas, apresentam um padrão de utilização
diferenciado quanto às soluções de segurança.
A participação dos investimentos em serviços
de TI, nos quatro principais segmentos (Finanças, Atacado,
Serviços-Outros e Agropecuário) é igual ou
superior a 20% do total dos investimentos médios.
As grandes empresas do ramo financeiro e imobiliário
tradicionalmente demandam soluções complexas de
segurança de TI em função da criticidade
de suas transações comerciais e, em 2004, principalmente
porque essas empresas possuem uma base instalada bastante atualizada,
a qual exige investimentos constantes, “não deverá
haver oscilações expressivas em seus investimentos.
O destaque é o setor de Administração Pública,
e o motivo principal está relacionado ao fato de que órgãos
federais tiveram que conter seus investimentos não-prioritários
durante os primeiros anos do atual governo para o cumprimento
das metas de superávit e os governos estaduais e municipais
tiveram que ajustar suas operações para cumprir
as metas de responsabilidade fiscal. A partir de 2004, a tendência
é que estas empresas retomem os principais projetos de
renovação da infra-estrutura de TI, incluindo o
tema da segurança das informações".
Entre as prioridades de investimento em segurança
para o próximo ano, observou-se na pesquisa a existência
de um padrão de planejamento bastante semelhante entre
as empresas com faturamento até R$100 milhões, em
2004. Destacam-se, entre as prioridades, as soluções
de Single Sign-On, de Criptografia e Auditoria de Informações.
Para as empresas com faturamento acima de R$100
milhões, o Single Sign-On, será a grande prioridade
de investimento, seguido pela Criptografia e Serviços Externos
de Segurança.
Em função das informações
analisadas, a Meka acredita que o mercado brasileiro de tecnologias
de segurança de informações deva crescer
acima da média do mercado de TI em volume de produtos e
serviços comercializados nos próximos dois anos.
O foco dos investimentos estará voltado para soluções
que garantam maior credibilidade às transações
via Web.








