NOTÍCIA

Estados Unidos afirmam que obtêm dados com conhecimento de empresas

Diretor de Inteligência do país afirmou pela primeira vez que programa Prism existe.

Em um comunicado liberado no sábado, 9 de junho, o diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, afirmou que a espionagem de comunicações digitais estrangeiras se realizam com o “conhecimento” das empresas de internet envolvidas.

Na sexta-feira, companhias como Google e Facebook negaram ter conhecimento sobre o Performance and Registration Information Systems Management (Prism), o programa do governo americano que monitora informações.

Clapper, que comanda a Agência Nacional de Inteligência (NSA), quis minimizar os vazamentos para a imprensa sobre o programa Prism, que permite vigiar comunicações digitais de nove grandes provedores de Internet nos EUA.

De acordo com o diretor, o Prism é um simples “sistema governamental interno de computação” que tem como objetivo supervisionar dados que podem ser recopilados por mandato judicial.

O documento de três páginas revela que o Congresso foi informado sobre o programa 13 vezes desde 2009.

No comunicado, Clapper negou que “o governo americano obtenha unilateralmente dados de servidores de provedores americanos de comunicações” e assegurou que essa informação é obtida após consentimento judicial e “com o conhecimento dos provedores”.

Assim que detalhes do programa Prism foram revelados na semana passada pelo The Washington Post, grandes empresas de Internet como Google e Facebook negaram o conhecimento dessas solicitações de cooperação das autoridades federais e a abertura para o governo de seus servidores.

Segundo a publicação, a primeira empresa a ser monitorada foi a Microsoft, em 2007, e desde então vieram o Yahoo!, em 2008, Google e Facebook, no ano seguinte, YouTube, em 2010, e Apple, em 2012. O jornal afirmou que o próximo alvo é o Dropbox.

Embora Clapper tenha confirmado pela primeira vez a existência do Prism, ele reiterou que a NSA limita suas atividades a cidadãos estrangeiros.

Ele acrescentou que o Prism “não é uma coleção ou exploração de dados não revelada”, mas um sistema pensado para “facilitar” a vigilância de dados no exterior como autoriza o Congresso.

Com informações de G1 e de Techtudo

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