Entidade pede que usuários deixem suas redes Wi-Fi públicas para roteadores ficarem mais seguros
Chamada de Open Wireless Movement, a campanha quer tornar o acesso Wi-Fi disponível para todos, em todos os lugares.
A Electronic Frontier Foundation pretende lançar um software que vai permitir que você transforme parte da sua rede Wi-Fi em um hotspot público. Chamada de Open Wireless Movement, a campanha quer tornar o acesso Wi-Fi disponível para todos, em todos os lugares, e a promessa é de que isso deixará seu roteador mais seguro.
A EFF vai lançar um firmware que permite separar parte da sua largura de banda para torná-la disponível ao público. Por meio de um site simples (e otimizado até para smartphones), você será capaz de escolher quantos megabits por segundo serão oferecidos. O site OpenWireless.org também mostra quais roteadores já permitem dividir sua conexão, e ensina como configurá-los.
Nate Cardozo, advogado da EFF, explicou à Wired como abrir sua rede Wi-Fi vai torná-la mais segura: “Seu endereço de IP não é a sua identidade, e sua identidade não é o seu endereço IP. O Wi-Fi aberto dificulta a vigilância em massa e a correlação pessoa-IP, e isso é bom para todos. Se todo mundo oferecer Wi-Fi aberto, não há nenhum argumento real de que alguém está sendo negligente ao fazê-lo”.
Apesar de parecer uma boa ideia, isso pode não dar certo. Em 2011, um homem nos EUA teve sua casa invadida pela SWAT e foi preso, acusado de baixar milhares de imagens de pornografia infantil. É que ele não colocou senha no roteador novo, e seu vizinho usou a rede para cometer este crime. Os investigadores demoraram três dias para descobrir que ele era inocente. A mesma coisa aconteceu em 2009, também nos EUA.
A EFF não é a primeira entidade a sugerir que todos abram seus roteadores para criar uma rede Wi-Fi pública. Nos EUA, a Comcast prepara algo parecido para seus assinantes, e o usuário poderá alocar parte da largura de banda para outros assinantes usarem de forma pública.
No ano passado, a GVT prometeu fazer o mesmo: clientes de TV por assinatura poderiam habilitar Wi-Fi público, que teria raio de cobertura limitado à casa do usuário. A restrição acontece porque a Anatel multa quem compartilha Wi-Fi entre residências, sendo necessária uma licença especial para isso, que custa a partir de R$ 400. No Brasil, esse é mais um empecilho para o Wi-Fi público.
Com informações de Gizmodo







