Engenheiros projetam computador com processadores baseados em luz
Eles usaram impulsos de luz infravermelha, capaz de passar pelo silício, assim como a luz natural passa pelo vidro, para realizar a transmissão dos dados.

Cerca de 80% da energia de um microprocessador são consumidos durante as transferências de dados, realizadas por meio da corrente elétrica que flui pelos conectores do chip. Mas um grupo de engenheiros da universidade de Stanford estuda maneiras de tornar esse processo mais eficaz, utilizando luz.
A equipe liderada pela engenheira elétrica Jelena Vuckovic utilizou impulsos de luz infravermelha, capaz de passar pelo silício, assim como a luz natural passa pelo vidro, para realizar a transmissão dos dados. O processo é mais eficiente, pois gasta menos energia.
“Transporte ótico usa bem menos energia do que enviar elétrons por fios”, disse Alexander Piggott, estudante da graduação de Stanford e um dos envolvidos no projeto. “Para conectores da escala de chips, a luz consegue transportar até 20 vezes mais dados”.
A equipe de engenheiros conseguiu miniaturizar o sistema de envio e recebimento de informações que sustenta a Internet. No entanto, no caso da web, essa troca é feita por cabos de fibra ótica muito maiores.
“Nosso processo de manufatura sequer se aproxima do nível de precisão das fábricas comerciais”, disse Piggot. “O fato de termos construído aparelhos robustos com nosso equipamento diz que a tecnologia seria fácil de produzir em massa em fábricas de ponta”.
Para o consumidor final, o avanço da técnica pode representar computadores mais rápidos que gastam menos energia. E, no caso de smartphones, talvez baterias mais duradouras.
Com informações de Info








