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Empresa quer utilizar batimentos cardíacos para substituir senhas

Pulseira Nymi tem um sensor de eletrocardiograma que reconhece o ritmo cardíaco individual para desbloquear algum aparelho.

Como as senhas são provavelmente o ponto fraco nos sistemas de segurança digital da atualidade, uma startup canadense quer substituí-las por um processo mais simples, que reconhece identifica os batimentos cardíacos do usuário para autenticá-los.

nymi

A ideia é da Bionym, uma empresa que recentemente recebeu um investimento de US$ 14 milhões e que criou uma pulseira, chamada Nymi, com um sensor de eletrocardiograma que reconhece o ritmo cardíaco individual para desbloquear algum aparelho. Entre as aplicações possíveis estão a liberação de pagamento no cartão de crédito, abertura da porta do carro ou acessar o Facebook.

Segundo os criadores, o Nymi não lê os batimentos cardíacos, mas a atividade elétrica gerada pelo órgão, que funciona basicamente como uma impressão digital.

A empresa diz que o dinheiro arrecadado com o investimento será utilizado para bancar a entrega de 10 mil unidades já encomendadas do produto.

Por trás do Nymi está um conceito inteligente de segurança. Por anos, “algo que você sabe” foi usado como o padrão de autenticação, como uma senha. A maior parte dos grandes serviços de Internet já oferece uma segunda camada de proteção, que é “algo que você tem” – é a autenticação em duas etapas, feita por meio de um token ou por um código enviado pelo celular que só você pode usar. A próxima fase é investir em “algo que você é”, com identificação por meio de características corporais que não podem ser imitadas, como impressões digitais, leitura de retina ou, no caso da Bionym, os batimentos cardíacos.

A expectativa é de que o lançamento aconteça no quarto trimestre deste ano.

Com informações de Olhar Digital

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