Em nome da segurança, “NSA alemã” voltará a utilizar máquinas de escrever
O grupo já tem uma máquina de escrever em operação, e pode comprar mais delas, do tipo não eletrônico, caso haja necessidade.

Segundo Patrick Sensburg, diretor de um grupo do parlamento alemão responsável por investigar o escândalo de espionagem da NSA, a equipe pode voltar a usar máquinas de escrever como forma de evitar o vazamento de informação, seja por meio de vigilância digital de governos ou ataques hackers.
O grupo já tem uma máquina de escrever em operação, e pode comprar mais delas, do tipo não eletrônico, caso haja necessidade. Isso já foi feito pelo governo russo, que voltou ao mundo analógico em uma série de comunicados confidenciais do Kremlin e já gastou quase US$ 15 mil na compra de equipamentos do tipo.
A afirmação de Sensburg foi uma resposta à prisão de um indivíduo chamado pela imprensa apenas de Markus R., um espião alemão acusado de compartilhar segredos do governo germânico com a CIA. Desde 2012, aproximadamente 218 documentos confidenciais teriam sido vazados em troca do pagamento de US$ 34 mil.
A descoberta foi feita após um descuido do espião, que enviou um e-mail sem criptografia para seu contato na Áustria. A primeira consequência, antes mesmo de sua divulgação pública, teria sido a expulsão do diretor dos escritórios da CIA na Alemanha, que apenas dificultou ainda mais as relações entre os países, já abalada desde a revelação de que a NSA espionou diversos governantes alemães, incluindo a primeira ministra Angela Merkel.
Para o ex-embaixador da Alemanha nos Estados Unidos, Klaus Scharioth, essa pode ser considerada a maior crise entre os dois países desde a Segunda Guerra Mundial. Agora, o governo alemão quer garantir que mais vazamentos não ocorram e que a NSA, além de outros órgãos de segurança americanos, interrompam a vigilância ostensiva sobre seu território.
Para evitar esse tipo de coisa, Sensburg afirmou que seu próprio smartphone, bem como o de todos os outros membros do grupo de investigação, serão submetidos a uma auditoria para garantir a integridade dos dados armazenados ali. A ideia é que toda comunicação interna aconteça apenas sob forte criptografia.
Com informações de canaltech







