É testado novo chip da Intel com 80 núcleos
Depois de migrarem do padrão de dois para quatro núcleos nos processadores comerciais em 2006, pesquisadores da Intel construíram um chip de 80 núcleos que executa teraflops (trilhões de operações flutuantes por segundo) usando menos eletricidade que um desktop comum.
Mostrado pela primeira vez em setembro, em um evento da Intel, o chip junta 80 núcleos em 275 milímetros quadrados (do tamanho de uma unha) e utiliza apenas 62 watts de energia.
A Intel não tem a intenção de trazer a pesquisa com teraflops ao mercado, mas mesmo assim a utiliza para testar novas tecnologias, como técnicas de gerenciamento de energia, interconexões em alta banda e métodos de design para criar chips multicore, disse Jerry Bautista, diretor do programa de pesquisa tera-scale (em escala tera), da Intel.
Novas formas de computação em escala tera também estão sendo testadas pelos engenheros da Intel, que permitirão no futuro que os usuários processem terabytes nos seus computadores para executar reconhecimento de fala em tempo real, busca multimídia (de detalhes em uma foto ou vídeo), jogos com imagens realistas e inteligência artificial↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI →.
No momento, este nível de processamento esteve disponível apenas para cientistas e acadêmicos usando máquinas com o ASCI Red, supercomputador de teraflops construído pela Intel e seus parceiros em 1996 para pesquisas governamentais no Laboratório Nacional Sandia, perto de Albuquerque, Novo México.
O sistema é compativel com um nível de computação similar ao novo chip, mas consome 500 kilowatts de energia e 500 kilowatts de resfriamento para rodar seus 10 mil processadores Pentium Pro.
Rodando a 3.16 GHz, o novo chip chega a 1.01 teraflops de computação – uma eficiência de 16 gigaflops por watt. Mas toda essa velocidade tem seu ponto negativo, pois ele pode ser veloz, mas perde eficiência. O processador economiza energia ao colocar os núcleos inativos em modo de hibernação, ligando-os instantaneamente quando precisa.
Apesar da eficiência alcançada com o modelo, os pesquisadores descobriram que núcleos em grande quantidade pode prejudicar o desempenho do chip. A performance aumenta diretamente de dois para quatro para oito para 16 núcleos. Mas com 32 e 64, começa a cair, pois um núcleo começa a atrapalhar o outro. “É como uma cozinha cheia de cozinheiros”, compara Bautista.
Mas a solução para isso já está a caminho, os pesquisadores usaram um gerenciador de processos baseado em hardware e memórias cache on-chip mais velozes, otimizando o fluxo de dados.
Pensando na melhora do design, a Intel planeja adicionar uma camada de memória 3D no chip, diminuindo o tempo e a energia necessários para alimentar os núcleos com dados. O próximo passo é criar um chip que vai usar núcleos para funções específicas ao invés dos pontos flutuantes do atual design.








