Drones submarinos poderão em breve mapear o fundo do oceano
Segundo Paul Bunje, Ph.D., diretor sênior da XPRIZE Foundation, menos de 5% dos oceanos do mundo foram explorados em profundidade.
Com a queda do avião da Malasia Airlines, a empresa Phoenix International foi uma das que tentaram, em vão, achar os destroços da aeronave. Entretanto, a companhia encontrou uma função para seu veículo submarino automático (automatic underwater vehicle – AUV): mapear o desconhecido fundo do oceano.
De acordo com Pete LeHardy, gerente de desenvolvimento da Phoenix International, apesar de eles não terem encontrado o avião, eles acumularam muitos dados sobre aquela parte do oceano.

AVUs como o Artemis (usado nas buscas do avião desaparecido), que são essencialmente drones e operados remotamente em grandes profundidades, não são novidade. Mas, até recentemente, eles não eram muito utilizados, ficando restritos a pesquisas comerciais e indústrias de óleo de gás.
Entretanto, à medida que eles começam a se tornar mais comuns, montados e usados por universidades e organizações que exploram os oceanos, os veículos têm sido empregados em novas tarefas: buscas de destroços, pesquisas de novas profundidades e ajudar a desenhar um quadro mais claro sobre o que está sob a superfície. Segundo Paul Bunje, Ph.D., diretor sênior da XPRIZE Foundation, menos de 5% dos oceanos do mundo foram explorados em profundidade.
O Artemis opera utilizando sonar básico. O veículo envia ondas de som para ter uma noção de quão profunda é a área que está explorando. Quando tem uma estimativa, ele vai o mais fundo possível e fotografa o terreno.
Assim, apesar de a equipe de LeHardy não ter encontrado o avião, ela fotografou partes até então desconhecidas do oceano. Em agosto, quando acontecerão novas buscas, eles pretendem coletar mais dados dessa forma, dando início a um mapeamento do fundo do oceano. “Não se trata de procurar por tesouros ou cidades perdidas; é apenas conhecer o que está lá embaixo”, disse LeHardy.
Com informações de Mashable







