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Disco de diamante regravável armazena dados em 3D

É possível armazenar as informações em 3D sem afetar os dados já gravados, e controlar o spin característico e único dos centros de nitrogênio.

Disco de diamante regravável armazena dados em 3D
Imagem: Redação iMasters

As vacâncias de nitrogênio, defeitos em escala atômica no interior dos diamantes, já vêm sendo usadas como qubits de computadores quânticos. Agora, esses defeitos foram usados pela primeira vez para guardar dados binários, o que demonstra que podem ser úteis para criar sistemas de armazenamento 3D de altíssima densidade, ou seja, com uma quantidade enorme de dados por área, compatíveis com a tecnologia eletrônica atual.

O pesquisador Siddharth Dhomkar, da Universidade Cidade de Nova Iorque, descobriu como usar o estado de carga e o spin das vacâncias de nitrogênio – ou centros de nitrogênio – como um bit de memória no interior de nanodiamantes, que podem ser fabricados industrialmente e não têm o mesmo valor dos diamantes usados em joias.

Além de esses bits serem muito pequenos, o sistema não apresenta os limites de difração característicos dos sistemas de armazenamento óptico, como DVD e Blu-Ray – a densidade de armazenamento desses discos ópticos é baixa devido à sua natureza plana e ao limite de difração óptica.

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O site Inovação Tecnológica divulgou que a equipe demonstrou que é possível armazenar as informações em três dimensões sem afetar os dados já gravados, e controlar o spin característico e único dos centros de nitrogênio. Para isso, eles usaram feixes multicores de laser e fontes de radiofrequência, obtendo bits muito menores do que o limite de difração óptica.

De acordo com a equipe, a densidade de armazenamento em um chip de nanodiamantes seria centenas de milhares de vezes maior do que a densidade da tecnologia Blu-Ray.

Embora a iniciativa seja uma prova de princípio, que usa um microscópio para ler, gravar e apagar a informação, o resultado é uma memória regravável com uma durabilidade quase infinita – como tudo é feito por luz, usando lasers, a degradação da memória é virtualmente zero se o nanodiamante for mantido no escuro.

“Esta prova de princípio mostra que a nossa técnica é competitiva com as tecnologias de armazenamento de dados existentes em alguns aspectos e até mesmo ultrapassa a tecnologia moderna quanto à capacidade de reescrita. Você pode carregar e descarregar esses defeitos um número praticamente ilimitado de vezes sem alterar a qualidade do material”, afirmou Dhomkar.

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