Criptografia nacional funciona em qualquer smartphone e tablet
ZTEC desenvolveu o cartão MCI SD, que funciona no lugar de um cartão de memória nos celulares e proporciona uma rede de comunicação com criptografia.

A ZTEC, empresa de Brasília e credenciada como Empresa Estratégica de Defesa do Governo, desenvolveu o cartão MCI SD (Módulo Criptográfico Interno com interface SD), que funciona no lugar de um cartão de memória nos celulares e tablets e proporciona uma rede de comunicação criptografada.
A solução requer o sistema operacional Android↳Android46 conteúdosAndroid push notifications com Quasar Framework, Firebase e integração com WordPressDev (Back & Front) · mai 2019O X do Xamarin Forms – O guia das funcionalidades nativas - Parte 02: AndroidDev (Back & Front) · abr 2019Modularização de AndroidDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em Dev (Back & Front) →, pois é necessário ter acesso ao código-fonte para blindar o modelo, o que não é permitido pelo iOS, da Apple, e pelo Windows, da Microsoft. O governo já está usando a ferramenta, mas o nome do cliente não pode ser revelado. A produção dos cartões será feita no Brasil, dentro de unidade própria da ZTEC.
“O importante dessa solução, que levou dois anos para ser feita na nossa área de Pesquisa e Desenvolvimento, é que os fornecedores de terceira camada, com hardware criptográfico, são de origem estrangeira e trazem os vícios de origem de segurança. Agora há software e hardware 100% nacional, aptos para proteger o Estado brasileiro e todo o mercado”, explicou Raimundo Guimarães Saraiva Júnior, executivo da ZTEC. Vale lembrar que a camada 1 é de aplicação, a camada 2 é de Sistema Operacional blindado, e a camada 3 é a de hardware criptografado.
Guimarães Junior disse que já existia uma versão do MCI SD, mas que não possuía as dimensões atuais que permitem a inclusão dele em qualquer dispositivo móvel, como smartphones e tablets vendidos no mercado. “O cartão entra como se fosse um cartão de memória. É simples e fácil de manusear. Ele vai funcionar como um cofre guardando as chaves e os algoritmos criptográficos que a aplicação de segurança vai rodar”.
O governo possui celulares especiais – desenvolvidos para os órgãos públicos, como o Zcell, da própria ZTEC -, que já estão rodando o novo cartão. Há 200 celulares em atividade em órgãos governamentais, mas o nome da autarquia ainda não pode ser revelado.
Como o cartão se adequa a qualquer dispositivo, a expectativa é que se possa vender uma solução de comunicação privada e criptografada. “Estamos unido software e hardware com segurança. Nossa ideia é vender num modelo de licenciamento na nuvem, para que os custos sejam adequados às empresas”, projetou Raimundo Guimarães Saraiva Júnior.
Nos últimos dois anos, a ZTEC investiu cerca de R$ 4,5 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento e, embora não revele a sua projeção de fabricação desses novos cartões, o executivo garante que a produção será local. “Temos estrutura. As empresas brasileiras de segurança não devem nada para as internacionais”, completou.
Com informações de Convergência Digital








