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Criptografia caótica criada na USP agora é portátil

Em 2010, cientistas da USP anunciaram a primeira versão de um sistema de criptografia baseada na teoria do caos. A pesquisa avançou e agora o sistema tem a vantagem de operar em alta velocidade – até mesmo em aparelhos que têm hardwares limitados e pouca capacidade de processamento.

Além de poder ser implementando em telefones celulares, tablets e netbooks, o novo algoritmo é tão simples que pode ser incorporado no próprio hardware, aumentando ainda mais o nível de segurança. A técnica é mais eficiente do que a anterior e do que os métodos convencionais de criptografia, podendo oferecer maior segurança a transações financeiras online, por exemplo.

O processo pode ser splicado, por exemplo, em segurança da informaçãoSegurança171 conteúdosCibersegurança no Brasil: 6 passos para sair da estagnaçãoDevSecOps · jul 2025O papel do CISO para transformar a cibersegurança em uma alavanca de reputação para as empresasDevSecOps · mar 2024Itaipu Parquetec e Exército Brasileiro realizam exercício de cibersegurança em BrasíliaDev (Back & Front) · set 2025Ver tudo em DevSecOps . A proposta da pesquisa é uma dar nova utilização aos autômatos celulares, que servem para gerar números pseudo-aleatórios muito fortes e, assim, uma criptografia forte.

Para criptografar qualquer informação, parte-se de um número muito grande, chamado semente, a partir do qual todos os cálculos para cifrar os dados são efetuados. Isto significa que o gerador dessas sementes deve ser capaz de gerar números quase verdadeiramente aleatórios. Caso contrário, pode-se quebrar o sistema de geração de números e, reproduzindo a mesma semente, quebrar o código.

Entra, então, em campo a ideia de gerar esses números a partir da teoria do caos: seria necessário que um hacker utilizasse um sistema caótico idêntico àquele instalado no equipamento onde o dado foi criptografado.

“A chance deste sistema ser quebrado é infinitamente menor do que a chance de quebrar senhas convencionais utilizadas hoje em dia na internet, porque o número de combinações utilizadas para gerar aquele padrão específico de codificação é muito maior do que as combinações possíveis nos métodos atuais, que são baseados em aritmética e em uma matemática mais básica”, conta o professor Odemir Bruno, coordenador da pesquisa.

Muitos pesquisadores da área afirmam que, ao enviar uma mensagem sobreposta por um sinal caótico e por ele criptografada, a codificação é aleatória e essencialmente impossível de ser diferenciada da aleatoriedade natural – discussões teóricas à parte, o fato é que é muito difícil quebrar esses códigos na prática.

Com informações de Inovação Tecnológica

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