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Cientistas criam memória RAM líquida

Pesquisadores criaram um processador com um chip que usa gotas magnéticas flutuando em microcanais cheios de água salgada. O minúsculo chip microfluídico usa chaves magnéticas para capturar e movimentar as gotas, criando um mecanismo similar ao das memórias de acesso aleatório dos computadores.

Movidas por campos magnéticos, as gotas andam pelo microcanais, podendo ser acessadas aleatoriamente como se fossem bits magnéticos de uma memória RAM. O objetivo é usar o mecanismo para transportar moléculas usadas em bioensaios, como na purificação de proteínas e de DNA, ou na separação celular.

Os biochips tradicionais usam bombas e válvulas para movimentar líquidos ou partículas ao longo de microcanais. A ideia de usar partículas magnéticas não é nova, mas ela exige um suprimento contínuo de energia, o que aquece o chip e atrapalha as análises, quando não danifica totalmente as moléculas.

Os pesquisadores resolveram o problema usando o mesmo sistema utilizado nas cabeças de leitura dos discos rígidos. Além disso, o chip cria um mecanismo para manipulação de qualquer uma das gotas de forma independente, criando um novo conceito de memória de acesso aleatório magnético.

O biochip de demonstração possui duas linhas paralelas com 12 chaves magnéticas cada uma, chamadas válvulas spin, do mesmo tipo das que são usadas nas cabeças de leitura dos discos rígidos.

A precisão obtida é tão grande que cada gota pode até mesmo ser girada antes ser colocada na posição adequada para sua “leitura” – que pode ser uma leitura de fato, que identifique a molécula, ou sua colocação junto a outra para uma reação química.

Com informações de Inovação Tecnológica

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